Covid-19: Mutualidades dizem-se disponíveis para ajudar a salvar SNS de um possível colapso

A Associação Portuguesa de Mutualidades (APM) defendeu esta sexta-feira que as suas instituições de saúde podem “salvar” o Serviço Nacional de Saúde (SNS) do colapso, disponibilizando a sua rede de “dimensão modesta” para a resposta à pandemia.

Em comunicado a propósito do Dia Mundial do Mutualismo, que se assinala a 25 de outubro, a APM defende que “o Estado não se pode dar ao luxo de não disponibilizar aos cidadãos toda a ajuda na saúde de que eles necessitam”.

“A não prestação atempada dos cuidados de saúde que os cidadãos possam necessitar, havendo no país a capacidade instalada para os prestar, é claramente uma não prestação e um incumprimento por parte do Estado”, afirma o vice-presidente da APM, Pedro Bleck da Silva. Citado no comunicado, o representante da associação defende também que “em tempo de guerra não se limpam armas”.

A associação, composta por 24 mutualidades, sustenta que tem capacidade instalada para, no contexto da pandemia de Covid-19, não apenas complementar, “mas suprir as faltas de resposta atempada por parte do SNS” na prestação de cuidados de saúde.

Apesar da dimensão reduzida da rede, a APM argumenta que as mutualidades “podem ajudar, e muito, o Estado”, nomeadamente no tratamento de doenças não-Covid.

Portugal contabiliza pelo menos 2.276 mortos associados à Covid-19, resultado de 112.440 casos confirmados de infeção, segundo consta no mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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