Covid-19: Turismo residencial estima quebras de 50% no volume de negócios em 2020

Em 2019, a Associação Portuguesa de Resorts registou através dos seus associados um volume de negócios de 650 milhões de euros. Com o surto do coronavírus a afetar todo o setor imobiliário, a entidade prevê que este ano esse valor caia para os 325 milhões.

A Associação Portuguesa de Resorts (APR) estima que em 2020 o volume de negócios tenha quebras de 50% face ao ano anterior devido ao surto do coronavírus. Esta previsão é baseada num inquérito que a entidade que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento do turismo residencial em Portugal, realizou junto dos seus associados.

No ano passado, a Associação Portuguesa de Resorts registou através dos seus associados um volume de negócios de 650 milhões de euros. Com o surto do coronavírus a afetar todo o setor imobiliário, a entidade prevê que este ano esse valor caia para os 325 milhões.

Em comunicado, a associação “pressupõem que o pico do surto será atingido em meados de abril” e que esta situação “estará controlada no início de junho e que nessa altura as restrições ao tráfego aéreo irão terminar no espaço europeu, norte-americano e asiático”.

Contudo, a associação alerta para o facto de este ser um segmento do imobiliário que está “especialmente dependente de mercados emissores todos em diferentes fases e alguns com situações bem mais complexas”, acrescentado por isso, que “é possível que o regresso a algum tipo de normalidade seja bastante mais demorado e que a realidade seja ainda pior que estas projeções”.

A entidade lamenta que “as medidas de proteção do emprego e de apoio às empresas anunciadas pelo Governo são claramente insuficientes e carecem em alguns casos de regulação e detalhes específicos”, apelando aos seus associados para analisarem a “realidade dia a dia, semana a semana, não em meses ou trimestres”, dado que “as receitas podem cair a 100% de um para o outro”.

A Associação Portuguesa de Resorts, entende que as linhas de financiamento especiais são insuficientes apesar das garantias creditícias a dar pelo Estado. “Aumentar o endividamento de empresas que estão sem receitas, e sem saber quando as terão, pode ter efeitos devastadores e tornar impossível a sua recuperação. O Estado deve intervir com rapidez e músculo na injeção direta de dinheiro na economia e neste setor em particular”, indica o comunicado.

Face ao atual cenário provocado pelo surto do coronavírus a APR entende que devem ser aplicadas medidas como “a isenção de alguns impostos durante um certo período de tempo, designadamente dos impostos de património e de transmissões imobiliárias, que possam ser um incentivo, que permitam manter os compradores no mercado”, bem como “a dilação de prazos de pagamentos de impostos e outras responsabilidades financeiras por prazos muito mais longos será também um fator que permitirá mais uma vez que as empresas possam continuar a respirar”, lê-se no documento.

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