CPLP quer “maior aproximação” à União Europeia com presidência de Portugal

“E também nós estamos num processo de discussão de acordo de mobilidade com a União Europeia”, referiu o mais alto magistrado da nação cabo-verdiana.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) almeja uma “maior aproximação” à União Europeia com a presidência europeia portuguesa durante o primeiro semestre de 2021, disse esta terça-feira o presidente cabo-verdiano.

A intenção foi manifestada à imprensa, na cidade da Praia, pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, após uma reunião de balanço com o Governo sobre a presidência cabo-verdiana da comunidade, assumida há dois anos pelo país e prorrogada até 2021 devido à covid-19.

Portugal assume a 1 de janeiro a sua quarta presidência do Conselho da União Europeia (UE), depois das de 1992, 2000 e 2007.

“Será um momento interessante para uma maior aproximação entre as duas organizações”, perspetivou o chefe de Estado, realçando que a presidência portuguesa será importante para Cabo Verde, país que tem uma parceria especial com a União Europeia.

“E também nós estamos num processo de discussão de acordo de mobilidade com a União Europeia”, referiu o mais alto magistrado da nação cabo-verdiana.

Jorge Carlos Fonseca lembrou ainda a recente medida da União Europeia de simplificação das regras relativas a vistos com o arquipélago, reduzindo as taxas e aumentando o período de validade no bloco europeu.

“Também é uma boa vitória para Cabo Verde obter isto no plano das negociações da CPLP – União Europeia”, prosseguiu, apontando vários elementos que mostram um “grande progresso” no reconhecimento da comunidade lusófona.

Jorge Carlos Fonseca mostrou como exemplo o facto de o número de observadores associados ultrapassar neste momento o total dos nove Estados-membros da CPLP.

“E cada vez mais há países interessados em integrar a CPLP como Estados observadores associados”, o presidente em exercício da comunidade, entendendo que esse interesse tem a ver com a utilidade da comunidade.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cabo Verde assumiu em julho de 2018 a presidência rotativa da CPLP, na conferência de chefes de Estado e de Governo, realizada em Santa Maria, na ilha do Sal.

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