Credit Suisse com prejuízo de 228 milhões de euros até março devido ao colapso da Archegos

O caso da Archegos poderá voltar a ser responsável por um prejuízo na ordem dos 545 milhões de euros, entre abril e junho. Isto apesar do Credit Suisse ter reduzido a expsoição ao fundo abutre em 97%.

O Credit Suisse fechou o primeiro trimestre de 2021 com um prejuízo de 252 milhões de francos suíços (cerca de 228 milhões de euros), devido ao colapso do fundo abutre norte-americano Archegos Capital, foi esta quinta-feira anunciado. O resultado negativo, ainda assim, ficou abaixo do estimado pelos analistas (mais de 700 milhões de euros).

Em comunicado, o presidente executivo do banco, Thomas Gottsein, responsabilizou o colapso do fundo Archegos pelo resultado negativo, cujo impacto nas perdas de 4,4 mil milhões de francos suíços sobrepôs-se ao desempenho positivo da área de investimento e gestão de fortunas do banco suíço.

“Os resultados foram muito afetados pelas despesas de 4.000 milhões de euros relacionadas com um fundo de cobertura dos Estados Unidos”, disse Gottstein, que considerou “os prejuízos contabilizados inaceitáveis”.

Além do resultado líquido, o banco suíço registou um prejuízo antes de impostos de 686,59 milhões de euros. Se o episódio da Archegos não tivesse ocorrido, o Credit Suisse teria registado um lucro antes dos impostos de 3.300 milhões de euros.

Ainda assim, as receitas do banco cresceram 31%, para 6.800 milhões de euros, face ao período homólogo de 2020.

O banco liderado por Thomas Gottstein estima que os prejuízos não se fiquem apenas pelo primeiro trimestre. O caso da Archegos poderá voltar a ser responsável por um prejuízo na ordem dos 545 milhões de euros, entre abril e junho. Isto apesar do Credit Suisse ter reduzido a expsoição ao fundo abutre em 97%, segundo o comunicado.

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