Crédito ao consumo em rota ascendente soma 538 milhões em março

O crédito automóvel nas várias modalidades é responsável pelo aumento da variação em cadeia do crédito ao consumo. Na totalidade, em março o crédito automóvel aumento 54% em março, ou 205 milhões de euros, e o número de contratos subiu 53,9% para 14.617. Mas todas as modalidades de crédito subiram em março.

Handover of car keys in a dealership

Os dados da evolução dos novos créditos aos consumidores relativos a março de 2021, publicados pelo Banco de Portugal, revelam que foram concedidos nesse mês 538,1 milhões de euros em 118,3 mil contratos de crédito. A subida do montante face a fevereiro é de 38,9%, mas ainda assim 2,8% abaixo do crédito ao consumo concedido em março de 2020. O número de contratos disparou face a fevereiro (32,4%) e face ao mês homólogo (13,6%).

O crédito automóvel nas várias modalidades é responsável pelo aumento da variação em cadeia do crédito ao consumo.

Em março o montante de crédito concedido para compra de carros novos em regime de ALD (Aluguer de Longa Duração) subiu 59,3% face ao mês anterior ao registar-se um valor de 19,2 milhões de euros (embora registe um queda de 20,7% face a março de 2020). Já o crédito de usados pela modalidade de ALD subiu 59,4% face a fevereiro, atingindo 6,4 milhões de euros e tendo caído 3,9% face ao mesmo mês de 2020.

O crédito automóvel com reserva de propriedade para carros novos disparou em março 62,2% face a fevereiro (com o montante de novo crédito a ascender a 36,1 milhões de euros). Ainda assim regista uma queda anual de 19%. Por sua vez o crédito a compra de carros usados com reserva de propriedade subiu em março 51,2%, tendo-se registado um montante de novo crédito em março de 143,3 milhões de euros, o que traduz uma subida de 8,1% face a março do ano passado.

Para além de ter sido dado mais crédito para a compra de carro em março, o número de contratos também disparou. No ALD de carros novos registou-se uma subida de 56,4% face a fevereiro; no ALD de usados a subida foi de 66,3%; o número de créditos para a compra de carros novos com reserva de propriedade subiu 70,9% em março; e de carros usados com reserva de propriedade foram mais 49,9% de contratos.

Na totalidade, em março o crédito automóvel aumento 54% em março, ou 205 milhões de euros, e o número de contratos subiu 53,9% para 14.617.

Para além do crédito automóvel, o crédito pessoal subiu quer em montante, quer em número de contratos para todas as finalidades abrangidas pela análise. Para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos subiu 41,1% em março e face ao ano anterior subiu 44,3%. Já o crédito sem finalidade específica subiu 31,6% em março, no que toca a montante contratado, mas regista ainda uma queda de 8,3% face a março do ano anterior.

Ao todo o crédito pessoal cresceu 32% ou 249 milhões de euros, ao passo que o número de contratos teve uma variação positiva de 31,4% ou 36.489 contratos.

Por fim os cartões de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto aumentaram em montante e em número de contratos em março. Em valor de crédito atingiu os 84,3 milhões de euros, ou seja, mais 28,4% que em fevereiro e mais 8,4% do que em março do ano passado. Em número de contratos a subida mensal é de 29,1% (67.252 novos contratos) e a subida anual é de 24,3%.

 

Recomendadas

Julgamento de Ricardo Salgado volta a ser adiado (com áudio)

O julgamento foi adiado a pedido do Ministério Público e marcado para 6 de julho.

BES: Fundos internacionais lesados exigem ser ressarcidos ou boicotam recuperação europeia

Um grupo de investidores institucionais internacionais coordenado pelo fundo Attestor Capital, lesados em 2.000 milhões de euros no caso BES, quer que a Comissão Europeia (UE) resolva o caso, sob pena de não financiarem a recuperação económica pós-pandemia.

Novo Banco: PSD contraria Mourinho Félix quanto à retransmissão de obrigações de 2015

Acusando o antigo governante socialista de dizer “coisas que contradizem os factos”, Hugo Carneiro contrariou a versão de Mourinho Félix quanto à subida dos juros após a retransmissão de obrigações em 2015, dizendo que esta aconteceu sim após a apresentação do Orçamento do Estado de 2016.
Comentários