Credores da Groundforce aprovam por unanimidade manutenção da atividade da empresa

Na assembleia desta quarta-feira estavam representados 2.041 credores, cujos créditos ascendem a 137 milhões de euros.

Os credores da Groundforce aprovaram esta quarta-feira, por unanimidade, a manutenção da atividade da empresa, em assembleia que se realizou no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

A Groundforce, nome comercial da SPdH, tem dívidas efetivas de cerca de 48 milhões de euros – os maiores credores efetivos são a TAP SA (19 milhões de euros), a ANA (cerca de 14 milhões de euros) e a Fidelidade. Os trabalhadores têm créditos efetivos de cerca de 2 milhões de euros, mas se a este montante juntarmos os valores calculados para o que os trabalhadores teriam de receber em caso de falência da Groundforce, as dívidas totais da empresa ascendem a cerca de 155 milhões de euros.

Na assembleia desta quarta-feira estavam representados 2.041 credores, cujos créditos ascendem a 137 milhões de euros. Como 88,2 milhões deste montante global dizem respeito a créditos condicionados (ainda não confirmados judicialmente), a juíza que dirigiu os trabalhos decidiu que estes créditos valeriam apenas 50% (ou 44,1 milhões) nas votações.

Gonçalo Faria de Carvalho, administrador da Groundforce, tomou a palavra para deixar duas questões, ambas a envolver a TAP. Primeiro, disse que, no âmbito do plano de recuperação, não há plano sem a resolução do negócio da venda do equipamento da SPdH à companhia aérea, primeiro aceite e depois contestado – inclusive em tribunal – pela administração de Alfredo Casimiro.

A segunda questão também é melindrosa, já que tem a ver com a renovação do contrato de fornecimento de serviço que a Groundforce tem com a TAP SA, que está para terminar. O administrador da Groundforce também considerou que a recuperação da empresa de handling depende precisamente da renovação ou não desse contrato e por quanto tempo.

Na resposta, o administrador de insolvência Pedro Pidwell disse que a sua equipa está a analisar precisamente o negócio de transferência de equipamento da Groundforce para a TAP, sobretudo porque a administração da empresa de handling está a contestar a medida em tribunal.

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