CTT lançam desafio tecnológico para startups e programadores

Universitários, empreendedores, empresas de grande dimensão e outras organizações são desafiados a criar uma aplicação móvel que seja capaz de ler todas as informações do código que vem nas cartas/encomendas com uma câmara. Em ‘jogo’ está um prémio de 8 mil euros.

Rafael Marchante/Reuters

Os CTT – Correios de Portugal lançaram este mês um novo desafio tecnológico para os empreendedores, programadores e inovadores de todo o mundo: desenvolver uma aplicação móvel que seja capaz de ler todas as informações do código que vem nas cartas/encomendas apenas com uma câmara, disponível de qualquer dispositivo móvel. A app tem de mostrar esses dados no ecrã.

Porque é que este código é importante? Em Portugal, o correio que passa pelas máquinas de divisão vem com uma barra impressa, a fluorescente, com quatro estados: tracker (T), ascender (A), descender (D) ou full height (F). Por trás dessa barra, existe um código designado “IDTag” para rastrear a encomenda durante a jornada até à caixa do correio dos portugueses.

A identificação do IDTag, que não passa de um conjunto de caracteres com várias informações, entre as quais o nome do item ou a data do envio, permite que o sistema de entrega de correio recupere imediatamente as informações relacionadas com o produto sem que seja necessário recorrer a sistemas de TI ou ligar-se a uma rede específica.

Agora, o operador postal quer escalar a inovação na leitura do IDTag, para controlar a qualidade de serviço em toda a rede postal, e criou o “D|Code Challenge”, através de uma parceria com a rede social Taikai, uma plataforma de inovação aberta que apoia organizações que foi fundada há dois anos, no âmbito do programa da Bright Pixel.

As inscrições, abertas a maiores de idade, equipas com cinco pessoas no máximo e empresas de pequena e grande dimensão, abriram esta quarta-feira e terminam no último dia deste mês. O melhor projeto vai receber 8 mil euros e ganhar a possibilidade de ver a aplicação que criaram implementada no serviço nacional de correios. “Cientes da importância da transformação digital, os CTT estão à procura de uma solução tecnológica que apoie o tratamento de correio”, refere a empresa que tem, neste momento, 30 projetos em curso com startups.

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