A Cuga, a maior produtora de cogumelos frescos em Portugal, responsável por cerca de 80% da produção nacional, anunciou que vai automatizar o embalamento na sua unidade em Paredes.
A partir do final de fevereiro, a embalagem dos produtos laminados vai concentrar-se nesta fábrica do grupo que tem também unidades em Vila Flor, no distrito de Bragança, e em Vila Real.
A modernização da unidade de embalamento é um dos resultados do investimento de três milhões de euros iniciado em 2025 para qualificar as linhas de produção nas diferentes unidades e dar condições à Cuga para subir a sua faturação para 24 milhões de euros em 2026, refere a empresa antes conhecida como Varandas de Sousa.
“A implantação da marca Cuga no mercado português é uma operação ambiciosa que implica reorganizar todo o processo produtivo”, afirma Nuno Pereira, CEO da empresa.
“Depois da entrada em funcionamento em Vila Flor de uma unidade para internalizar o fabrico do composto em que crescem os cogumelos, o esforço de investimento concentrou-se em Paredes: a produção de cogumelos nesta unidade reabriu em 2025, tendo sido contratados desde então 50 novos trabalhadores para as funções de colheita”, acrescenta.
“O investimento em toda a cadeia produtiva, não só aumentou a qualidade dos produtos, como está a produzir grande ganhos de eficiência que vão compensar o aumento de custos, forte e transversal, que se verificou nos últimos anos”, afirma Nuno Pereira.
Segundo o CEO, “a modernização tecnológica e os incentivos à produtividade dos trabalhadores “estão a permitir à CUGA atender melhor os seus clientes da grande distribuição, quer em quantidade, quer em qualidade”.
A Cuga que foi comprada pelo fundo da Core Capital juntou aos cogumelos que fornece aos supermercados para marcas brancas, novos produtos “premium” com a sua marca própria: cogumelos de elevada qualidade, frescura e calibragem, cuidadosamente selecionados e embalados. A gama CUGA passou, a partir de 2025, a disponibilizar quatro segmentos: “Clássicos”; “Fusão”; Únicos” e “Sazonais”.
“Requalificámos as linhas de produção e de refrigeração para assegurar a integridade da cadeia de frio e a qualidade e frescura dos cogumelos: uma hora depois de colhidos, todos estão arrefecidos e irão manter a mesma temperatura até serem comprados pelo consumidor”, afirma Nuno Pereira que tem liderado o processo de modernização e o lançamento da marca Cuga depois de um investimento liderado pelo fundo de Private Equity de cerca de 3 milhões de euros para modernizar a sua unidade de produção em Vila Real. .
“Estas mudanças estão a implicar a reorganização de todas as unidades do grupo, um processo que está em fase de conclusão”.
Em 2026 a Cuga conta produzir 6,5 mil toneladas de cogumelos, mantendo o ritmo de crescimento de 20% ao ano que iniciou em 2023.
A empresa explica que o investimento em instalações e na renovação de equipamentos tem sido acompanhado em Vila Flor, em Vila Real e em Paredes por incentivos à produtividade dos trabalhadores, produzindo acréscimos aos vencimentos bases de muitos colaboradores entre os 700 e os 1.000 euros mensais. A adesão às novas modalidades de remuneração “tem sido muito positiva”, afirma Luísa Boaventura, responsável pelos recursos humanos da Cuga.
A Cuga diz ainda que proporciona estágios curriculares e profissionais aos estudantes do Politécnico de Bragança, enquanto o IPB mobiliza os seus investigadores e laboratórios para projetos científicos que envolvem a produção ou a utilização de cogumelos.
“A UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro está igualmente a colaborar com a Cuga em projetos de investigação para aumentar a qualidade dos cogumelos e para tornar as condições da sua produção mais eficientes”, explica a produtora de cogumelos proporciona estágios curriculares e profissionais aos alunos da UTAD, nomeadamente na sua unidade de Vila Real, enquanto a universidade está a preparar projetos de investigação para os diversos ciclos de estudos – licenciaturas, mestrados e doutoramentos – com o objetivo de melhorar os cogumelos produzidos em Trás-os-Montes e de tornar as condições da sua produção mais eficientes.
O Departamento de Química da Universidade de Aveiro estuda com a Cuga a transformação de subprodutos dos cogumelos num suplemento alimentar que diminui o risco de doenças cardiovasculares. O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) aperfeiçoa com a empresa os cogumelos produzidos pela empresa em Trás-os-Montes, colaborando, quer na investigação e na produção de conhecimento sobre este alimento, quer na formação profissional de estudantes e ex-alunos da instituição.
A inovação tem sido também um eixo decisivo para a Cuga melhorar a qualidade dos seus produtos, refere a empresa.
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