A Morningstar DBRS divulgou um comentário aos resultados do segundo trimestre de 2025 dos maiores bancos portugueses: Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Novobanco, Banco Montepio, Banco BPI e Banco Santander Totta.
Os bancos portugueses voltaram a reportar resultados positivos no segundo trimestre de 2025, refere a agência de rating
Os grandes bancos portugueses reportaram um resultado líquido total de 1.427 milhões de euros no 2.º trimestre de 2025, o que traduz um aumento de 14% face ao trimestre anterior e estável face ao período homólogo.
A DBRS diz que a economia portuguesa saudável e as margens bancárias ainda sólidas resultaram numa margem financeira estável, embora revele uma tendência gradual de declínio.
“À medida que as taxas de juro continuam a diminuir gradualmente, embora permaneçam em níveis estruturalmente mais elevados, esperamos custos de financiamento de depósitos mais baixos, uma elevada procura de crédito e uma melhoria da eficiência operacional para sustentar a rentabilidade”, refere a agência de rating.
A persistente libertação de provisões para perdas com empréstimos por parte dos bancos, a melhoria das comissões líquidas e o controlo constante dos custos também sustentaram os lucros.
A contínua libertação de provisões e imparidades significativas reflecte a melhoria da qualidade dos activos. Os empréstimos não produtivos (NPL) dos maiores bancos portugueses continuam a diminuir e comparam-se favoravelmente com os seus pares do sul da Europa.
“O financiamento e a liquidez mantêm-se sólidos, e os bancos mantêm sólidas reservas de capital face aos requisitos regulamentares”, sublinha a DBRS que aponta que os bancos portugueses que participaram no teste de stress de 2025 da Autoridade Bancária Europeia (EBA) apresentaram um desempenho sólido, tendo em conta o cenário adverso da EBA.
Portanto, os lucros dos bancos devem-se à forte margem financeira e a provisões para perdas com crédito significativamente mais baixas
Estes foram os fatores que suportaram a rendibilidade dos bancos.
Por outro lado, a qualidade dos ativos dos bancos mantém-se sólida e os empréstimos em incumprimento diminuíram ainda mais.
“Os maiores bancos portugueses continuaram a apresentar resultados sólidos ao longo do primeiro semestre de 2025, e não vemos razão para esperar qualquer deterioração significativa resultante da incerteza económica mundial”, afirmou Jason Graffam, Vice-Presidente Sénior de Ratings Globais de Instituições Soberanas e Financeiras.
“Mesmo que as taxas de juro continuem a descer gradualmente, mantêm-se em níveis estruturalmente mais elevados, e esperamos menores custos de financiamento de depósitos, elevada procura de empréstimos de uma economia portuguesa saudável e melhor eficiência operacional para sustentar a rentabilidade no segundo semestre do ano”, conclui.
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