De reuniões a aulas escolares. Zoom atrai 200 milhões de utilizadores durante pandemia

O total máximo de utilizadores anteriores tinha sido de 10 milhões, segundo o fundador da plataforma, Eric Yuan, assumindo à ‘Reuters’ que continua a desfazer as preocupações mundiais relativamente à privacidade da plataforma.

Zoom

Antes da pandemia da Covid-19, a plataforma Zoom era desconhecida um pouco por todo o mundo, mas foi ganhando popularidade nas últimas semanas de isolamento social em vários países, superando os 200 milhões de utilizadores no fim de março, aponta a ‘Reuters’.

O total máximo de utilizadores anteriores tinha sido de 10 milhões, segundo o fundador da plataforma, Eric Yuan, assumindo à ‘Reuters’ que continua a desfazer as preocupações mundiais relativamente à privacidade da plataforma.

Por todo o mundo a plataforma criada por Yuan tem sido útil para conferências, apresentações de produtos, reuniões e aulas à distância, indo da dança à escolaridade. Várias escritórios corporativos, políticos, bem como algumas leituras de programas televisivos como os britânicos Anthony McPartlin e Declan Donnelly.

“Colocando esse crescimento em contexto, no final de dezembro de 2019, o número máximo de participantes de reuniões diárias, gratuitas e pagas, realizadas no Zoom era de aproximadamente 10 milhões”, assumiu o fundador da plataforma, depois de apresentar os resultados até março.

O fundador e CEO da plataforma sustentou que foi o aumento da utilização nas escolas que a fez descolar, com mais de 90 mil estabelecimentos de ensino em 20 países a optarem pelo serviço de videoconferência para ensinar à distância.

No entanto, as questões de privacidade começaram a levantar alguns problemas. “Reconhecemos que ficámos aquém das expectativas de privacidade e segurança da comunidade”, pedindo desculpa aos utilizadores, depois de alguns darem conta que outros utilizadores entravam nas suas conversas sem serem convidados a participar, um fenómeno conhecido como ‘zoombombing‘.

O aviso de participantes intrusos em conferências foi emitido pelo FBI de Boston, sendo que depois deste alerta, até o multimilionário Elon Musk proibiu os trabalhadores de utilizar a plataforma, sustentando que esta apresentava “preocupações significativas de privacidade e segurança”.

Devido às denúncias de falta de privacidade, as ações da empresa, que se estreou na bolsa nova-iorquina o ano passado, têm estado a cair. Atualmente, as ações da empresa encontram-se a cair 5,76% para 129,03 dólares.

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