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Defesa vai distribuir 5,8 mil milhões sem recurso a concursos públicos

Verba corresponde a 2% do PIB português e mais de metade será destinada à compra de fragatas. No entanto, conta o Expresso, o Governo não vai recorrer a concursos públicos ou a processos de escolha considerados transparentes.
12 Dezembro 2025, 09h30

O Estado está a preparar o maior investimento em Defesa dos últimos 50 anos mas irá decidir a distribuição de 5,8 mil milhões de euros sem recurso a concursos públicos ou a processos de escolha considerados transparentes.

A notícia é avançada pela edição desta semana do “Expresso” e indica que o Governo já remeteu a Bruxelas as propostas de forma a aceder a um empréstimo na ordem dos 5,8 mil milhões de euros, que será financiado pelo Instrumento de Ação para a Segurança da Europa. No caso de Portugal, esta verba constitui 2% do Produto Interno Bruto.

O ministro da Defesa Nacional anunciou no início de dezembro que a candidatura portuguesa aos empréstimos europeus SAFE inclui a aquisição de fragatas, recuperação do Arsenal do Alfeite e a produção de blindados, munições, satélites e drones em Portugal. Destaca o “Expresso” que o maior contrato irá ultrapassar os três mil milhões de euros e diz respeito à compra de três fragatas.

“Vamos investir em fragatas, em artilharia de campanha, em satélites, em veículos médios de combate, em viaturas estáticas, em munições, em sistemas antiaéreos e em drones, sendo que, no caso dos drones, o projeto do SAFE é liderado por Portugal”, referiu Nuno Melo, ministro da Defesa, no início deste mês.

O governante adiantou que Portugal quer ter uma “unidade industrial para produção e manutenção de veículos blindados”, que sirva não apenas veículos nacionais mas também de outros países, além da instalação de uma fábrica de munições de pequenos calibres, que já tinha sido anunciada, uma vez que esta produção “é deficitária na União Europeia”.

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