Depois do BCE, o que vai fazer a Fed? Investidores com reservas deixam Wall Street no ‘vermelho’

O alargado S&P 500 recuou 0,11% para 3.006,16 pontos e o Nasdaq tombou 0,31% para 7.892,95. Apenas o industrial Dow Jones conseguiu manter-se no verde e fechou com uma valorização de 0,14% para 27.219,52 pontos.

EPA/JIM LO SCALZO

Depois do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ter anunciado, esta quinta-feira, um pacote de medidas monetárias acomodatícias, que incluíam um corte de dez pontos base da taxa de juro de depósito para -0,50%, um novo programa de compra líquida de ativos sem prazo final, no valor de 20 mil milhões de euros por mês, e um outro de empréstimos baratos para a banca (TLTRO III), sentiu-se um alívio em Wall Street que puxou os três principais índices bolsistas para o verde na abertura da sessão de hoje.

Porém, foi sol de pouca dura e depressa regressou a ventania que fez abalar a bolsa norte-americana.

O alargado S&P 500 recuou 0,11% para 3.006,16 pontos e o Nasdaq tombou 0,31% para 7.892,95. Apenas o industrial Dow Jones conseguiu manter-se no verde e fechou com uma valorização de 0,14% para 27.219,52 pontos.

O índice tecnológico Nasdaq ressentiu-se depois do banco de investimento Goldman Sachs ter baixado o preço-alvo das ações da Apple de 187 doláres para 165. A instituição bancária revelou-se preocupada com a gigante tecnológica questionando o método contabilístico optado pela empresa norte-americana para suportar aquele que seria o ano de teste da Apple TV+, um serviço de streaming por demanda apresentado pela empresa em março e com data de lançamento prevista para o penúltimo mês do ano.

Apesar disto, a Apple não foi a cotada mais negativa do índice. Calhou-lhe o quinto lugar das vermelhas e fechou com uma desvalorização próxima aos 2%.

A protagonizar as perdas, surge Broadcom com um valente trambolhão de 3,41%. Em causa esteve o anúncio, feito esta quinta-feira pela própria empresa, de que a procura por chips diminuiu e de que não havia sinais de recuperação. A farmacêutica Mylan assegurou o segundo lugar com uma queda de 2,47%.

A empresa de produtos veterinários IDEXX Labs compõem o ‘top3’ negativo do índice com uma queda, também ela, superior aos 2%.

A positivo, fecha a Ctrip.com com uma valorização de 3,39%. A maior operadora de viagens da china, cotada em Wall Street, anunciou o plano de expandir o negócio para a Alemanha, o terceiro mercado europeu a que chega, depois do Reino Unido e da Itália.

A Monster Beverage (+2,45%) e a United Airlines (+2,20%) formam o pódio positivo do índice norte-americano.

O alargado S&P 500 viu 23 cotadas a fechar com quedas superiores aos 2%. A mais gritante pertence à Progressive. A companhia de seguros norte-americana acabou o dia com uma desvalorização de 5,59% depois de ter anunciado uma perda liquida de 33 milhões de doláres no mês de agosto e de ter apresentado um lucro operacional que não correspondia às expetativas dos analistas.

Seguiram-se outras dezenas de titulos com quedas entre os 0,02% (Hess) e os 4,66% (CenturyLink). Cinco cotadas fecharam sem qualquer variação.

Ler mais
Recomendadas

Libra em alta depois de Barnier afirmar que um acordo para o Brexit é possível esta semana

Londres e Bruxelas continuam a negociar a saída do Reino Unido da União Europeia a poucos dias da reunião do Conselho Europeu de 17 e 18 de outubro em Bruxelas, que tem sido encarada como a última oportunidade para evitar uma saída britânica sem acordo. Os mercados, sobretudo o segmento cambial, têm sido voláteis no que respeita ao Brexit

Galp, Mota-Engil, BCP e Navigator impulsionam bolsa de Lisboa

Em Lisboa, catorze empresas cotadas valorizam, duas desvalorizam e outras duas negoceiam sem variação.

PremiumOs investidores sentem falta do dinamismo da bolsa portuguesa

Ricardo Seixas, administrador-delegado da Fidentiis Gestión, diz em entrevista, que a bolsa não reflete o tecido empresarial português.
Comentários