Desempregados inscritos no IEFP descem 16,4% face ao ano passado

Há menos 1.914 desempregados inscritos no IEFP face a junho (-0,5%) e menos 81.388 desempregados face a julho de 2016 (-16,4%). Os desempregados com cursos superiores aumentaram em julho face a junho.

Rafael Marchante/Reuters

Os dados de julho do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) revelam que havia 416.275 desempregados inscritos, o que compara com 497.663 inscritos em julho do ano passado e com 418.189 desempregados inscritos no mês anterior.

Isto é, há menos 1.914 desempregados inscritos no IEFP face a junho (-0,5%) e menos 81.388 desempregados face a julho de 2016 (-16,4%).

“No final do mês de julho de 2017, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 416.275 indivíduos desempregados, número que representa 70,2% de um total de 593.387 pedidos de emprego”, diz o IEFP.

“Para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2016, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os homens (-43.840; -18,9%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (-70.633; -16,0%), os inscritos há menos de um ano (-48.282; -19,1%), os que procuravam novo emprego (-73.340; -16,1%) e os que possuem como habilitação escolar o 1º ciclo do ensino básico(-17.821; -17,5%)”, revela a nota do instituto.

Face ao mês anterior o número de mulheres desempregadas aumentou 0,6% (+1.250); mas diminuiu 14,2% face ao mês homólogo de 2016.

Face a junho deste ano aumentaram os desempregados com menos de 25 anos (+0,1%), ao passo que os com 25 anos ou mais diminuíram face a junho 0,5%. Ambas as situações diminuíram face ao ano passado.

Os desempregados com cursos superiores aumentaram em julho face a junho. Há mais 2.313 desempregados com curso superior (+4,2%) do que em junho. Mas há 11.829 desempregados nesta categoria do que em julho de 2017 (-17%).

No que toca aos desempregados no continente (sem as ilhas da Madeira e Açores), o número em julho somou 390.035, menos 0,4% face ao mês anterior e menos 16,4% face ao ano anterior.

O desemprego de longa duração (inscrito há mais de um ano nos centros de emprego) teve uma quebra face a junho, de 0,6%, e desceu 13,5% em relação ao período homólogo de 2016. Já o desemprego jovem manteve-se praticamente inalterado comparativamente ao mês anterior (-0,3%), mas caiu 19,5% em comparação a julho de 2016.

Segundo o IEFP, considerando os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, salientam-se, como mais representativos: “Trabalhadores não qualificados“ (25,3%); “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (19,1%) e “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices”(12,8%).

Relativamente ao mês homólogo de 2016, o grupo “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” apresentou a mais expressiva descida percentual do desemprego (-24,6%), seguido dos “operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem”(-21,6%).

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 348.015 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 69,1% tinham trabalhado em atividades do sector dos “serviços”, com destaque para as “Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio”; 25,1% eram provenientes da
“indústria”, com particular relevo para a “Construção”; ao sector “agrícola” pertenciam 4,5% dos desempregados.

O desemprego diminuiu nos três sectores de atividade económica face ao mês homólogo de 2016. A desagregação por ramo de atividade económica permite observar as descidas percentuais mais acentuadas na “Construção”(-27,5%) e na “Fabricação de outros produtos minerais não metálicos” (-25,9%).

“As ofertas de emprego por satisfazer totalizavam 24.335, nos Serviços de Emprego de todo o País no final do mês em análise. Este número corresponde a um decréscimo mensal(-328; -1,3%) e acréscimo anual (+3 554; +17,1%) das ofertas em ficheiro”, refere o instituto.

Ainda no seu boletim estatístico de julho, o IEFP diz que “ao longo deste mês de junho de 2017, inscreveram-se, nos Serviços de Emprego de todo o País, 43.355 desempregados, número que
representa um decréscimo (-3.915; -8,3%) face ao mesmo mês de 2016.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou a mais alta descida no número de inscrições (-13,1%). Comparando com o mês anterior o volume de inscrições foi superior(+2.149;+5,2%).

As ofertas de emprego recebidas ao longo de juho de 2017 totalizaram 11 482 em todo o País. Este número é inferior ao do mês homólogo de 2016 (-468; -3,9%;) e ao do mês anterior (-2.198; -16,1%).
As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês (dados do Continente) foram as seguintes: “Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (26,2%), “Construção” (13,2%) e “Comércio por grosso e a retalho“(13,0%).

As colocações realizadas durante o mês de julho de 2017 totalizaram 6.946 em todo o País. Este número é inferior ao de igual período de 2016 (-2.064; -22,9%;) e face ao mês anterior (-1.138; -14,1%).

A análise das colocações por grupos de profissões (dados do Continente), mostra uma maior concentração de “Trabalhadores não qualificados”(34,3%) e de “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores”(20,0%).

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