“Die Hard”, versão Wall Street

Foi dado a conhecer que as restrições sobre relações comerciais entre as empresas norte-americanas e a Huawei foram de novo adiadas por noventa dias.

Guerra Comercial EUA-China

Pouco mais há para dizer sobre a novela da guerra comercial, a não ser que o optimismo ou a paciência dos investidores está certamente à altura da tenacidade do mítico detective John McClane, interpretado por Bruce Willis, nos diversos filmes “Die Hard”.

Depois de na semana passada o conselheiro económico de Trump, Larry Kudlow, ter dito que as partes estavam prestes a firmar um acordo, após um jornal estatal chinês ter indicado que no fim de semana passado os negociadores tiveram conversações produtivas, foi dado a conhecer que as restrições sobre relações comerciais entre as empresas norte-americanas e a Huawei foram de novo adiadas por noventa dias, pretendendo assim proteger algumas empresas e consumidores dos EUA contra um corte súbito dos serviços que a gigante chinesa presta no mercado norte-americano.

Por outro lado, uma notícia da CNBC deu conta do impasse existente nas negociações, com o pessimismo da parte chinesa. devido ao facto de Trump não abrir mão de manter as tarifas alfandegárias até se chegar a um entendimento. Tudo somado no final o cenário foi muito similar ao dos últimos dez dias de negociação, com excepção de sexta-feira, ou seja os índices pouco variaram com o Dow Jones e o Nasdaq a registarem a maior expressividade nos seus movimentos com uma singela valorização de 0,11%.

Ao nível dos sectores destaque apenas para a queda de -1,33% das energéticas, em linha com o registo do preço do crude, que recuou ontem mais de -1%, tanto no Brent, como no WTI. A Libra inglesa voltou aos ganhos e adicionou 0,5% ao seu valor contra o US dólar para os $1,2955, demonstrando que a recuperação do último mês ainda poderá ter mais espaço para correr.

Para esta semana existem alguns eventos dignos de motivar o interesse dos investidores, como por exemplo as minutas da Fed, relativas à reunião de final de Outubro, bem como a OPV da Aramco, a petrolífera saudita.

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é mensal.

 

 

A Libra inglesa continua bem posicionada para uma possível recuperação que poderá levar este par de moedas a atingir os $1,60 no longo prazo.

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