A Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) emitiu Título de Registo Prévio para unidade de biometano da Ferbgás em Benavente e prevê-se a injeção na rede de distribuição operada pela Setgás, em linha com o parecer técnico da Operadora da Rede de Distribuição (ORD).
Este é um passo decisivo para o arranque do projeto, cuja operação está prevista para o primeiro semestre de 2027.
No projeto de Benavente a Ferbgás vai investir cerca de 20 milhões de euros e prevê a criação de 45 empregos: 15 diretos e 30 indiretos.
“A primeira fase está dimensionada para cerca de 40 GWh/ano de injeção ( aproximadamente 400 Nm³/h), energia suficiente para cerca de 8.000 habitações/ano. A expansão prevista eleva o fornecimento para cerca de 62 GWh/ano (aproximadamente 675 Nm³/h), energia suficiente para cerca de 13.000 habitações/ano, acompanhando o crescimento da procura e a integração gradual do biometano no território”, lê-se no comunicado.
O ponto de injeção do Corredor Verde Benavente–Samora Correia situa-se no ramal estruturante abastecido pela GRMS Benavente, que serve Benavente e Samora Correia — a “espinha dorsal” da distribuição de gás natural no concelho.
Para o CEO da Ferbgás, Rafael Ferrari, “com o Corredor Verde Benavente–Samora, passamos a substituir gás fóssil por biometano nas mesmas redes – fluxo contínuo e seguro, descarbonização imediata de processos térmicos industriais e potencial de abastecimento de frotas pesadas”.
“A análise do histórico de consumos deste corredor confirma capacidade técnica para a injeção de biometano em contínuo planeada na Fase 1 e para a sua escala até cerca de 62 GWh/ano, assegurando a precedência do biometano face ao gás natural e a modulação necessária nos períodos de menor consumo”, acrescenta a Ferbgás.
“Com base nesse perfil, o troço comporta, em contínuo, um único projeto de biometano; a Ferbgás dimensionou a sua operação para ocupar integralmente essa janela técnica de injeção contínua no corredor”, refere ainda a empresa.
A partir do momento em que o biometano começar a ser injetado, as habitações, comércios e indústrias ligados a este troço podem passar a receber gás com fração renovável, reduzindo imediatamente a intensidade carbónica do consumo sem necessidade de alterar equipamentos (caldeiras, queimadores, fornos).
Para a indústria, isto traduz-se em descarbonização direta do consumo de gás e em ganhos de ESG mensuráveis, mantendo a mesma segurança e qualidade de abastecimento.
O projeto “Benavente Bioenergy” integra o plano da Ferbgás de implantação de 10 unidades de biometano em Portugal, totalizando um compromisso de investimento total entre 200 milhões euros e os 300 milhões de euros, combinando economia circular, redução de emissões e valorização agroindustrial.
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