Dívidas públicas da UE recuam no primeiro trimestre, mas Portugal continua a ser o terceiro país mais endividado

Portugal continua a apresentar a terceira maior dívida pública (123% do PIB), depois da Grécia (181,9%) e da Itália (134,0%).

Cristina Bernardo

Apesar de as dívidas públicas da zona euro e da União Europeia (UE) terem recuado no primeiro trimestre do ano, em comparação com igual período de 2018, Portugal permanece como o terceiro país mais endividado, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat esta sexta-feira, 19 de julho.

Na zona euro a dívida pública estabeleceu-se nos 85,9% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 87,1% do primeiro trimestre de 2018, mas com um ligeiro agravamento face aos 85,1% do PIB registados entre outubro e dezembro do ano passado (trimestre anterior). Na UE, o rácio da dívida foi de 80,7% do PIB, abaixo dos 81,6% homólogos mas superior ao de 80,0% do quarto trimestre de 2018.

Portugal continua a apresentar a terceira maior dívida pública (123% do PIB), depois da Grécia (181,9%) e da Itália (134,0%). Em Portugal, a dívida pública chegou, no primeiro trimestre, aos 123,0% do PIB, em baixa (-2,4 pontos) face aos 125,5% homólogos mas com um agravamento de 1,5% na comparação com os 121,5% do PIB registados nos últimos três meses de 2018.

Face ao primeiro trimestre de 2018, cinco Estados-membros viram a sua dívida pública agravar-se, 21 registaram uma diminuição, tendo dois mantido o rácio estável, nomedamente Espanha e Reino Unido. Os aumentos das dívidas observaram-se em Chipre (12,2 pontos), na Grécia (4,1 pontos), na Letónia (1,7 pontos), Itália (1 ponto) e França (0,3 pontos).

Já as quedas homólogas mais relevantes registaram-se na Eslovénia (7,6 pontos), na Áustria (4,4 pontos) e na Holanda (4,2 pontos).

Ler mais

Recomendadas

Direito de Resposta: “Inspetor Geral de Finanças não é arguido, mas antes promotor e principal interessado em investigação em curso”

IGF garante que foram o Conselho de Inspeção e o Inspetor-Geral da IGF que participaram os indícios de crimes praticados por trabalhadores e em relação aos quais esses trabalhadores foram constituídos arguidos. “Em retaliação, um desses trabalhadores apresentou queixa contra a sua superior hierárquica e contra o Inspetor-Geral no âmbito da auditoria à Cruz Vermelha Portuguesa, os quais imediatamente se disponibilizaram para a realização de todas as investigações judiciais necessárias à salvaguarda do seu bom nome e das instituições públicas visadas e à efetiva condenação do trabalhador, autor de atos ilícitos”, refere. “Assim, o Inspetor-Geral de Finanças não é arguido, mas antes promotor, agente ativo e principal interessado na referida investigação”, conclui.

Governo já pediu a Bruxelas que IVA da luz possa variar em função do consumo

Executivo já iniciou processo para ter autorização da Comissão Europeia para criar escalões de consumo para o IVA da eletricidade.

Maria e Francisco foram os nomes mais escolhidos para bebés em Portugal este ano

Francisco foi pela primeira vez o nome mais escolhido para rapazes, Maria mantém a primeira posição entre as raparigas.
Comentários