Docente aluga sofá a dez euros por dia para continuar a dar aulas em Lisboa

O acesso à habitação para os professores deslocados é um problema identificado, sobretudo em regiões como Lisboa, onde os preços exigidos pelo aluguer de um quarto ou habitação são incomportáveis para a maioria.

Muitos dos professores deslocados em Lisboa e Algarve vivem em condições precárias, devido aos preços das habitações e, de acordo com a edição deste sábado do “Expresso”, há quem alugue o sofá a dez euros por dia para poder dar aulas.

É o caso de uma professora de matemática, de 44 anos, com uma carreira de vinte anos, que alugou um sofá por dez euros por dia numa casa em Odivelas, onde dorme três noites por semana, para poder continuar a dar aulas em Lisboa.

De acordo com o semanário, alugar o sofá foi a única solução encontrada pela professora para continuar a dar aulas na capital pelo sexto ano consecutivo, a 300 quilómetros da sua área de residência, que é Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.

O acesso a habitação para os professores deslocados é um problema há muito identificado, sobretudo em regiões como Lisboa, onde os preços exigidos pelo aluguer de um quarto ou habitação são incomportáveis para a maioria.

O Ministério da Educação, citado pelo jornal do grupo Impresa, fez saber que estão “em análise e em articulação com outros ministérios soluções que visem incentivar a colocação de professores em certos territórios”, sem concretizar hipóteses ou prazos.

Recomendadas

Grande Baía deverá crescer mais do que o resto da China

Plano do também chamada Delta do Rio das Pérolas é apadrinhado pelo presidente chinês, Xi Jinping, e deverá estar concluído até 2035. Economia da região no sul da China ronda os 1,4 biliões de euros.

Espanha renova supervisores económicos este ano

Imprensa espanhola refere que Inmaculada Gutiérrez Carrizo deverá ser a próxima presidente da Comissão Nacional de Mercados e Concorrência.

OE2020: Mais 111 milhões para obras nas escolas com prioridade para remoção do amianto

O ministro da Educação anunciou hoje no parlamento uma verba adicional de 111 milhões de euros para obras nas escolas, com prioridade para os estabelecimentos com estruturas com amianto.
Comentários