O governo norte-americano pagou a 154 mil pessoas para não trabalharem depois destes terem aceitado as ofertas de despedimento. O número foi avançado num investigação do Washington Post, transcrita pelo Independent. A oferta do governo norte-americano permitia que estas pessoas continuassem a receber o vencimento até 30 de setembro.
Esta redução do número de postos de trabalho no setor público vem de encontro às pretensões do DOGE, departamento criado para melhorar a eficiência governativa. O Independent lembra que a Subcomissão Permanente de Investigações do Senado conclui que o DOGE gerou cerca de 21 mil milhões de dólares em desperdício com despedimentos. No global, salienta o mesmo jornal, a força de trabalho pública norte-americano foi reduzida em 7%.
De acordo com um porta-voz do gabinete de gestão de recursos humanos norte-americano, este programa de despedimento “foi legal” e proporcionou a estas “150 mil pessoas uma saída digna e generosa” do setor público. “E proporcionou um alívio ao contribuinte norte-americano. Nenhum dos governos anteriores chegou perto no que diz respeito à poupança de dinheiro gerada aos contribuintes em tão pouco tempo”, referiu o mesmo porta-voz ao Washington Post.
O Independent revela também várias análises que mostram os efeitos deste programa de despedimento levado a cabo por executivo norte-americano. O jornal salienta que de acordo com a Citizens for Responsibility and Ethics os despedimentos do DOGE poderiam resultar numa perda de mais de 10 mil milhões de dólares na atividade económica dos Estados Unidos e no encerramento de programas que foram responsáveis por devolver mais de 26 mil milhões de dólares aos contribuintes.
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