Dona do Minipreço e credores têm até sexta-feira para chegar a um acordo com Letterone

O grupo de distribuição alimentar Dia, que em Portugal é dona do Minipreço precisa de chegar a um acordo com o principal acionista da empresa, propriedade do milionário russo Mikhail Fridman, para uma injeção de 380 milhões de euros.

O grupo Dia, que em Portugal é dona do Minipreço, juntamente com os dez bancos e os sete fundos de investimento que possuem dívidas na cadeia de distribuição alimentar têm até sexta-feira para chegar a um acordo com a Letterone, principal acionista da empresa, para uma injeção de 380 milhões de euros, revela o “Cinco Días”, esta quinta-feira.

Segundo fontes financeiras próximas do processo, já foi alcançado um acordo mínimo no passado dia 20 de maio, quando o Dia entrou em pré-concurso. Na altura ficaram definidas as condições para refinanciar a dívida existente, tendo sido dado um período de três semanas para negociar os créditos adicionais, requisitos essenciais para que a Letterone, propriedade do milionário russo Mikhail Fridman faça o aumento de capital, para resgatar o grupo de distribuição alimentar.

O prazo de três semanas para negociar a nova dívida terminou na última sexta-feira sem acordo, mas para evitar a falência do grupo, ficou decidido dar mais uma semana para tentar chegar a um acordo. Esse período termina amanhã, mas caso todas as partes envolvidas no processo concordem, poderá prolongar-se novamente.

O preço destes novos créditos é o principal fator que está a gerar controvérsia. Os credores pedem juros de até 10%, enquanto a Letterone não está disposta a pagar mais de 5%. As fontes consultadas pelo “Cinco Dias”, indicam que os fundos que compraram a dívida do Commerzbank, JP Morgan e uma parte do Barclays são os que estão mais reticentes em assinar o acordo.

Neste momento, o grupo Dia vai sobrevivendo devido a pequenos empréstimos concedidos pela Letterone. No entanto, o tempo é curto. Outro dos compromissos do fundo com o banco foi que o resgate, seja com aumento de capital ou com empréstimo participativo, estará pronto a 19 de julho.

Cumprir este prazo é fundamental, dado que três dias depois a empresa enfrenta o vencimento de 306 milhões em títulos. O não cumprimento deste prazo complicaria ainda mais todo este processo, uma vez que cada credor poderá solicitar a um juiz a cobrança da sua dívida.

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