Dow e S&P 500 beneficiam da eficácia de 95% da vacina da Pfizer

A Pfizer revelou esta quarta-feira que a taxa de eficácia afinal é de 95%  e prepara-se ainda para pedir a aprovação de emergência da vacina. Setor imobiliário dá sinais de força nos Estados Unidos.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque iniciou a negociação desta quarta-feira em terreno misto, com o tecnológico Nasdaq a ser, de momento, o único índice a negociar em baixa. O comportamento do mercado neste início de sessão, de resto, assemelha-se ao que aconteceu na segunda-feira, 8 de novembro, dia em que a Pfizer e BioNTech anunciaram que a sua vacina contra o novo coronavírus tinha uma taxa de eficácia de 90%.

A Pfizer revelou esta quarta-feira que a taxa de eficácia afinal é de 95%  e prepara-se ainda para pedir a aprovação de emergência da vacina. Recorde-se que a Moderna esta semana também anunciou que a sua vacina tem uma taxa de eficácia de 95%.

O Dow Jones e o S&P 500 beneficiaram com a atualização em alta da taxa de eficácia da vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech. Logo após o toque do sino, que marcou o início da negociação, o Dow Jones ganhava 0,26%, subindo para 29.859,35 pontos; o S&P 500 avançava ligeiramente 0,05%, para 3.611,30; enquanto o Nasdaq cedia ligeiramente 0,03%, para 11.895,59 pontos.

Nas empresas, destaque para a subida das ações da Boeing, que valorizam 3,29%. Os títulos da companhia aérea norte-americana estão a beneficiar com a autorização dada pelo regulador para que os modelos 737 Max possam voltar a voar.

Destaque ainda para a Target, cujas ações avançam 2,47%, impulsionadas com pela boa reação que o mercado deu aos resultados trimestrais apresentados pela retalhista norte-americana. A empresa registou no último trimestre um resultado líquido por ação de 2,79 dólares, acima das estimativas de 2,01 dólares.

A TJX, empresa retalhista, avança 3,70%, por também ter apresentado resultados acima das expectativas. O lucro por ação ascendeu a 0,71 dólares, acima das previsões de 0,4 dólares.

Em sentido contrário, a Nio, rival da Tesla, reage negativamente aos resultados apresentados, perdendo 3,31%, apesar de ter apresentado perdas abaixo do nível esperado pelo mercado.

Outra empresa a reagir mal aos resultados é a Lowe’s, por ter apresentado um lucro por ação de 1,98 dólares, ligeiramente abaixo da média antecipada pelo mercado, que era de 2 dólares. As ações da empresa estão a afundar mais de 5%.

Em termos macroeconómicos, o mercado imobiliário nos Estados Unidos deu sinais de força. As casas em início de construção subiram 4,9% em outubro, face ao mês anterior, o que foi um aumento acima do esperado. Já as licenças em construção estagnaram, o que poderá indicar que tenha havido a aceleração de alguns projetos que já arrancaram e que estavam pendentes.

Nas matérias-primas, o preço do petróleo está a subir. Em Londres, o barril de Brent avança 1,69%, para 44,49 dólares e, em Nova Iorque, o WTI ganha 1,30%, para 41,97 dólares.

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