O equilíbrio das contas públicas está assente em terreno movediço e o Conselho das Finanças Públicas (CFP) avisou para isso mesmo quando faltavam apenas cerca de duas semanas para a apresentação do Orçamento do Estado.
“Em Portugal, o desempenho orçamental positivo dos dois últimos anos tem ficado a dever-se, em boa medida, aos excedentes expressivos no subsector da Segurança Social, beneficiando do comportamento das contribuições sociais”, começou por referir a entidade liderada por Nazaré Costa Cabral, sublinhando o que se passou em 2024, quando o superavit de 0,7% “foi sustentado, sobretudo, por um excedente dos fundos da segurança social de 2% do PIB, valor significativamente superior à média histórica de 0,5% do PIB (2000–2019)”. Em contraponto, a Administração Central, que tem apresentado défices, está sujeita a “pressões crescentes de despesa e de difícil controlo, como sucede no SNS, e a novas exigências de despesa em investimento público e defesa nacional”.
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