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E se o desemprego voltar? Os alertas do CFP para excedentes conjunturais

A entidade que fiscaliza as contas do Estado já avisou que uma subida do desemprego causaria danos imediatos no saldo. Têm sido as contribuições sociais a garantir excedentes.
17 Outubro 2025, 16h10

O equilíbrio das contas públicas está assente em terreno movediço e o Conselho das Finanças Públicas (CFP) avisou para isso mesmo quando faltavam apenas cerca de duas semanas para a apresentação do Orçamento do Estado.

“Em Portugal, o desempenho orçamental positivo dos dois últimos anos tem ficado a dever-se, em boa medida, aos excedentes expressivos no subsector da Segurança Social, beneficiando do comportamento das contribuições sociais”, começou por referir a entidade liderada por Nazaré Costa Cabral, sublinhando o que se passou em 2024, quando o superavit de 0,7% “foi sustentado, sobretudo, por um excedente dos fundos da segurança social de 2% do PIB, valor significativamente superior à média histórica de 0,5% do PIB (2000–2019)”. Em contraponto, a Administração Central, que tem apresentado défices, está sujeita a “pressões crescentes de despesa e de difícil controlo, como sucede no SNS, e a novas exigências de despesa em investimento público e defesa nacional”.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o conteúdo completo. Edição do Jornal Económico de 17 de outubro.


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