Economia chinesa deverá crescer 2,1% em 2020 e 8,4% em 2021

Analistas apontam para uma subida de 2,1% o que fará com que a segunda maior economia mundial seja a única a crescer este ano, mas ao ritmo mais lento dos últimos 44 anos.

A economia da China deverá registar um crescimento de 2,1% em 2020. A estimativa é dada pela agência “Reuters” esta terça-feira, 27 de outubro, com base em analistas que em julho apontavam para uma subida de 2,2% da segunda maior economia do mundo.

Esta subida, ainda que ligeira, faz com que a China seja a única grande economia a crescer em 2020, embora ao ritmo anual mais lento desde 1976. Para o próximo ano, o crescimento previsto é de 8,4% com a economia global a recuperar da crise provocada pelo coronavírus.

“A dinâmica de crescimento deve atingir o pico na primeira metade de 2021, embora os efeitos de base confundam as leituras dos dados”, disseram os analistas da empresa de investigação Gavekal Dragonomics.

A recuperação económica da China acelerou no terceiro trimestre depois dos consumidores terem reduzido os seus receios com o coronavírus, embora o crescimento mais fraco do que o esperado continue a ter por base a Covid-19 e as tensões com os Estados Unidos.

Os dados apontavam para que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês subisse 5,8% no quarto trimestre na comparação anual, tendo ficado no entanto, nos 4,9%. “Com as fortes exportações, o consumo doméstico e o investimento a melhorar, o quarto trimestre pode ser um dos melhores trimestres para o crescimento geral em alguns anos”, estimam os analistas.

Por outro lado, a China enfrenta obstáculos a longo prazo para manter o seu crescimento económico, segundo os analistas. Os principais líderes estão a realizar reuniões para traçar um plano económico do país para 2021-2025, ao mesmo tempo que aumentam as tensões com os Estados Unidos ao nível do comércio e tecnologia, o que pode ameaçar um colapso das duas maiores economias mundiais.

O governo chinês lançou uma série de medidas, incluindo mais gastos fiscais, redução de impostos e cortes nas taxas de empréstimos e requisitos de reserva dos bancos para reativar o crescimento e apoiar o emprego.

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