Economia do mar: 15 startups vão desenvolver 23 projetos-piloto

De acordo com o Ministério do Mar, o fim do programa ocorrerá em setembro, culminando com o ‘Demo Day’, onde as soluções encontradas e os resultados conhecidos serão apresentadas publicamente.

Cristina Bernardo

O Bluetech Accelerator Ports & Shipping já escolheu as 15 ‘startups’ que vão desenvolver 23 projetos-piloto ligados à economia do mar.

“Neste lote de finalistas há quatro representantes nacionais, escolhidos de entre as 21 ‘startups’ que marcaram presença num recente ‘bootcamp’ em Lisboa, provenientes de um total de 11 países diferentes. 4.0, um ambicioso e inovador programa de aceleração de ‘startups’ ligadas à Economia do Mar, idealizado e lançado pelo Ministério do Mar”, explica um comunicado do ministério liderado por Ana Paula Vitorino

Segundo essas informações, as ‘startups’ eleitas são a ARX Maritime (Reino Unido), Bizcargo (Portugal), Bluecargo (EUA), Bound4blue (Alemanha), Breeze Technologies (Bélgica), Eco Wave Power (Israel), Geckomatics (Bélgica), eShip (Portugal), i4sea (Brasil), Mariquant (Reino Unido), Sensefinity (Portugal), Sevways (Portugal), Surclean (EUA), T-mining (Bélgica) e Techworks Marine (Irlanda).

“Por países, Portugal é o mais representado, com quatro ‘startups’, seguido pela Bélgica (três) e pelo Reino Unido (dois), números que traduzem o alcance internacional desta iniciativa, ao mesmo tempo que ajudam a projetar Portugal como país inovador na área da Economia do Mar em vários mercados”, destaca o referido comunicado do Ministério do Mar.

Este ministério salienta ainda o facto de alguns destes projetos-piloto “virem a ser desenvolvidos em cooperação entre parceiros, tirando partido da complementaridade das respetivas valências e gerando economias de escala internas”.

De acordo com o mesmo comunicado, “o fim do programa ocorrerá em setembro, culminando com o ‘Demo Day’, onde as soluções encontradas e os resultados conhecidos serão apresentadas publicamente”.

Esta iniciativa do Ministério do Mar está a ser coordenada pela Direção Geral de Política do Mar (DGPM), com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), contando com a parceria do porto de Leixões, porto de Sines, Grupo ETE, Grupo Portline e Inmarsat. O programa é implementado pela Beta-i.

“Este programa reúne ‘players’ cruciais do sector marítimo-portuário, provando que a ‘aceleração azul’ da Economia do Mar é uma aposta capaz de mobilizar o interesse e a motivação das empresas que encabeçam o sector”, sublinha o comunicado em causa, acrescentando que temas como a ‘big data’, internet das coisas (IoT), automatização e robotização dos portos, sistemas autónomos, ‘smart shipping’ ou vigilância marítima são “algumas tendências com potencial de disrupção no setor marítimo-portuário nacional, e são algumas das áreas onde este programa se pretende focar”.

O ‘Bluetech Accelerator’ é um projeto que tem como principal desígnio a criação de um ecossistema de inovação na economia do mar portuguesa, pretendendo-se identificar, selecionar e capacitar as ‘startups’ com modelos de negócios sustentáveis e com potencial de integração de pilotos junto dos grandes ‘players’ nacionais e internacionais da economia azul.

Esta iniciativa faz parte do ‘Programa Ocean Portugal’, desenvolvido em conjunto pelo Ministério do Mar e pela FLAD, que visa desenvolver a inovação azul e empreendedorismo.

“Vem ainda responder a uma das diretrizes estratégicas do Governo, que visa aumentar o peso da economia do mar sustentável no PIB [Produto Interno Bruto] nacional e que passa pela implementação de políticas e iniciativas que estimulem o aumento da intensidade tecnológica, da sustentabilidade e da sofisticação dos modelos de negócio da economia azul”, conclui o comunicado do Ministério do Mar.

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