Investir é uma resolução de ano novo? Siga estas três dicas

O Economize reuniu alguns conselhos sobre como lidar com os seus investimentos. A diversificação é a sua melhor amiga nas horas más. O mercado acionista sobe e desce, e o risco é indissociável do investimento. Quanto maior, mais pode ganhar (ou perder).

O ano de 2019 acabou de começar e há quem se confronte com um dilema: investir ou não investir? Se o seu objetivo passa por ‘esticar’ o seu dinheiro, a resposta surge de forma natural e passará por investir o seu capital. No entanto, se estiver mais inclinado para não aplicar o seu capital em ativos, lembre-se que esta opção, embora legítima, equivale a deixar o seu dinheiro parado debaixo do colchão, prestes a ser ‘atacado’ por uma inimiga invisível que retira valor ao seu dinheiro – a inflação.

Por isso, o Economize reuniu alguns conselhos sobre como lidar com os seus investimentos. Lembre-se sempre que, independentemente da sua estratégia de investimento, a psicologia faz parte da dinâmica dos mercados e da economia e, por isso, a análise do comportamento nem sempre é fácil de se fazer. Neste contexto, antecipamos duas dicas que andam ‘de mãos dadas’: a calma é uma virtude e permite que não se deixe contagiar pelo medo que assola os mercados em períodos de arrefecimento económico, turvando o seu juízo e criando a hipótese de o levar a vender à pressa ativos que deveriam continuar a figurar entre o seu portefólio.

Depois, se o segredo é considerado a alma do negócio, a informação é o alicerce dos seus investimentos: quanto mais procurar saber sobre o funcionamento da economia em geral, e dos mercados em especial, mais seguro se vai sentir na hora de escolher investir em imobiliário, em obrigações do tesouro ou em ações das empresas tecnológicas, por exemplo.

1. A diversificação é a sua melhor amiga nas horas más

A decisão de investir o seu capital deve ser ponderada. Há uma estratégia de investimento que, apesar de não ser infalível – não há estratégias de investimento à prova de bala -, mitiga as suas perdas. Imagine, por exemplo, que resolveu investir apenas em ações da empresa “W”, cujo produto se tornou obsoleto e que já ninguém quer comprar. O que é vai acontecer ao preço das ações dessa empresa? Vão cair a pique e, por consequência, o seu capital investido evapora-se, e pode perder a totalidade do dinheiro. Agora, suponha que, paralelamente às ações da empresa “W”, investiu também em imobiliário, um ativo cujo valor tem aumentado fortemente em Lisboa e no Porto. As perdas que suportou pela queda do preço das ações da empresa “W” seriam assim compensadas pela valorização do seu património imobiliário. A isto se chama de diversificação.

2. O mercado acionista sobe e desce

Se decidir investir em títulos das empresas transacionados nos mercados bolsistas (ações), tenha sempre em mente que este mercado sobe e desce. Ou, dito de outra forma, os preços das ações são voláteis. Porquê? Porque os mercados bolsistas não são imunes às circunstâncias que os rodeiam, existindo fatores que afetam os preços das ações, como explica o Banco de Investimento Global.

Um desses fatores prende-se com um conceito básico da economia, que é a lei da oferta e da procura, e que determina a formação do preço de mercado de determinado bem (ou serviço). Ora, o preço de uma ação não foge a esta lei económica. Quanto mais apetecível forem as ações de uma empresa, mais investidores vão querer adquirí-la e mais o seu preço vai aumentar.

Outro fator relevante e que tem impacto no mercado acionista são as notícias e os anúncios de resultados das empresas. “Se uma empresa estiver a receber cobertura mediática positiva, o seu valor pode subir”, escreve o BiG. Por outro lado, “se os resultados trimestrais de uma empresa dececionarem as expectativas do mercado, é possível que a cotação dos seus títulos desça”. No fundo, o que tem de reter neste ponto é que convém ficar atento a fatores que podem influenciar o comportamento dos mercados bolsistas.

3. O risco não é indissociável do investimento e quanto maior, mais pode ganhar (ou perder)

Investir acarreta riscos. Mas o mais difícil de aceitar – e de perceber – é que o “risco pode assumir formas diferentes”, explica o BiG. Por exemplo, se investir num andar em Lisboa ou no Porto com o objetivo de receber rendas todos os meses, o inquilino pode ser um risco, no caso de ser um mau pagador, como pode uma lei vir a limitar os montantes das rendas a cobrar.

Mas lembre-se que quanto maior o grau de risco, maiores serão os retornos do seu investimento. Para ilustrar esta ideia, imagine o seguinte exemplo. Um amigo seu precisa de capital para lançar um restaurante e, por isso, pede-lhe 150 mil euros emprestados. O seu amigo promete restituir-lhe o dinheiro daqui a cinco anos, com juros de 5%. No entanto, como potencial investidor, pergunta-lhe qual é o conceito do restaurante. O seu amigo responde que será uma pizzaria, situada numa zona pouco movimentada e que só vende pizzas margharitas. Uma vez que, enquanto investidor, não se sente muito confortável com a decisão da localização nem com um menu pouco diversificado, diz ao seu amigo que só investe no restaurante se lhe pagar um premium pelo risco, de 15%. Quanto maior o risco, maior o retorno.

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