Bolsas europeias encerram no ‘vermelho’. EDP e EDP Renováveis arrastam PSI 20 para terreno negativo

Um dia depois de se terem iniciado as transações dos direitos de subscrição ao aumento de capital da EDP, a energética portuguesa desvalorizou 2,13% para 4,45 euros, enquanto que a EDPR registou o maior tombo do dia, tendo caído 3,44% para 14,04 euros.

Cristina Bernardo

A praça lisboeta encerrou a última sessão desta semana em terreno negativo, à semelhança do que aconteceu nas restantes praças europeias. Assim, o PSI 20 terminou a sessão a desvalorizar 1,02% para 4.492,59 pontos, graças aos tombos da EDP Renováveis (EDPR) e a EDP.

A EDPR registou a maior queda do dia, tendo caído 3,44% para 14,04 euros, enquanto que a EDP seguiu a tendência e desvalorizou 2,13% para 4,45 euros um dia depois de se terem iniciado as transações dos direitos de subscrição ao aumento de capital da EDP.

A seguir a tendência de queda estiveram os títulos da Jerónimo Martins que derraparam 1,37% para 14,38 euros. O BCP que desvalorizou 1,70% para 0,1039 euros e os CTT que deslizaram 1,09% para 2,27 euros. A Navigator e a Semapa não escaparam ao deslize do PSI e encerraram a sessão a desvalorizar 0,27% e 0,86% para 2,23 euros e 8,10 euros, respetivamente.

Quanto aos ativos que acabaram a sessão a negociar em terreno positivo, temos a Nos a registar a maior subida do dia, na semana de divulgação dos resultados do primeiro semestre, valorizando 1,66% para 4,04 euros e a Sonae que aumentou 0,48% para 2,27 euros.

Quanto às bolsas europeias, o sentimento dos investidores foi negativo. O DAX registou a maior queda, desvalorizando 2,02% para 12,838 pontos, seguindo-lhe a EuroStx 500 que derrapou 1,80% para 3,311 pontos. Surge depois a francesa CAC40 a cair 1,54% para 4,956 e a praça inglesa Ftse 100 que registou uma quebra de 1,41% para 6,124 pontos. A praça espanhola tombou ainda mais que a portuguesa, registando uma desvalorização de 1,22% para 7,295 pontos.

“As bolsas europeias encerraram em baixa, com o sentimento agravado pela revelação de que a atividade na indústria e serviços dos EUA terá tido um registo abaixo do esperado em julho, com a terciária a não conseguir entrar em expansão”, escreve o analista de mercados do Millenium BCP Ramiro Loureiro.

“No início da manhã os valores preliminares na Zona Euro mostraram um ritmo de expansão na Zona Euro, e de forma surpreendente. O setor tecnológico mostrou-se castigado com o tombo das ações da Intel em Wall Street, no seguimento da apresentação de contas. Adicionalmente temos o clima de tensão entre os EUA e a China a abalar os investidores, isto depois da China ter retaliado contra o encerramento do consulado norte-americano na cidade Chengdu”, explica.

 

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