EDP: pandemia cortou em 5% a distribuição de eletricidade em Portugal no primeiro semestre

A energética salientou que “os volumes foram particularmente penalizados pelo efeito da pandemia, com reduções de 10-12% no segundo trimestre em termos homólogos na electricidade distribuída nas nossas três geografias”. As quedas foram particularmente acentuadas nos meses de abril e maio, com junho já a mostrar alguns sinais de retoma.

Cristina Bernardo

A EDP – Energias de Portugal anunciou uma queda de 5% na produção global de eletricidade no primeiro semestre de 2020, pressionada pela diminuição da geração de energia eólica, que representa 80% do total, e pela produção de carvão na Península Ibérica, anunciou a empresa esta sexta-feira.

Segundo os dados operacionais divulgados no site da CMVM, o declínio da produção desacelerou no segundo trimestre face, quando a queda de produção tinha sido de 2.134 Gigawatt horas (GWh).  No total do primeiro semestre, a EDP produziu 31.995 GWh, face aos 33.815 GWh do período homólogo.

“As energias renováveis atingiram um peso de 80% no total da electricidade produzida, com a produção hídrica em linha com a média histórica e a produção eólica 9% abaixo dos volumes médios esperado”, explicou a empresa.

“No segundo trimestre em particular, com excepção da central de Aboño [em Gijon, Espanha], suportada pelo seu modelo de economia circular com queima de gases siderúrgicos, as restantes centrais a carvão mantiveram-se paradas, sem qualquer produção de electricidade”, adiantou.

No primeiro semestre, a eletricidade distribuída caiu 5% em Portugal e 10% em Espanha, impactada pela redução de consumo de um grande cliente industrial no primeiro trimestre, acrescentou a EDP, sem identficar o cliente.

No Brasil, o volume distribuído caiu 8% no semestre, “sendo que o impacto desta queda nos resultados deve ser mitigado pela recentemente aprovada Conta Covid”.

A energética agora liderada por Miguel Stilwell de Andrade, de forma interina após a suspensão de António Mexia esta segunda-feira, salientou que “os volumes distribuídos no segundo trimestre foram particularmente penalizados pelo efeito da pandemia, com reduções de 10-12% no segundo trimestre em termos homólogos na electricidade distribuída nas nossas três  geografias, quedas essas que foram particularmente acentuadas nos meses de abril e maio, com junho já a mostrar alguns sinais de retoma”.

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