EDP vai reduzir em 90% das emissões diretas de dióxido de carbono até 2030

A energética informou que irá também diminuir em 40% as emissões indiretas de CO2. A estratégia de descarbonização foi reconhecida pela ONG Science Based Targetinitiative.

A EDP anunciou esta sexta-feira que tem uma ambição ambiental para os próximos dez anos: reduzir em 90% as suas emissões específicas diretas de dióxido de carbono (CO2). A empresa renovou as metas de descarbonização até 2030 devido à decisão de antecipar o encerramento das centrais a carvão na Península Ibérica e pelo contínuo crescimento da produção a partir de energias renováveis.

A energética informou que irá também diminuir em 40% as emissões indiretas de CO2, o que fez com que a   (SBTi) – que avalia as iniciativas empresariais em prol de uma economia mais ‘verde’ – reconhecesse que a estratégia de descarbonização da EDP está alinhada com a trajetória definida pela ciência de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5º Celsius (C).

“Este é um compromisso que a empresa já assumira em 2019 quando subscreveu a iniciativa Business Ambition for 1,5ºC, promovida pelas Nações Unidas. Neste contexto, a EDP comprometeu-se a estabelecer uma meta de redução de emissões de CO2 consistente com o que a ciência climática define como necessária para limitar o aquecimento global ao nível mais exigente do Acordo de Paris”, refere a EDP, em comunicado.

A multinacional lembra ainda que a carta fixou este compromisso foi subscrita por mais de 300 empresas globais, sendo que 200 (cinco do setor elétrico) já foram reconhecidas pela SBTi com este nível de ambição.

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O teste tem o apoio do regulador de energia, Ofgem, que concedeu 18 milhões de libras (20 milhões de euros) para o desenvolvimento do projeto pioneiro. A concessão é parte de um concurso de financiamento que apoia a inovação para ajudar a preparar as redes de energia do Reino Unido para um futuro com baixas emissões de dióxido de carbono.
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