Efeitos da pandemia da Covid-19 leva vendas da Henkel a cair 6%, para 9,5 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2020

O lucro antes de juros e imposto sobre os rendimentos (EBIT), ou lucro operacional ajustado, fixou-se nos 1.191 milhões de euros entre janeiro e junho, o que se traduz num tombo de 27,5% face a igual período de 2019. A margem EBIT ajustada foi de 12,6%.

As vendas da Henkel ascenderam aos 9.485 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, o que corresponde a uma quebra nominal de 6% e a um recuo de 5,2% em termos orgânicos, face ao período homólogo de 2019, de acordo com as contas semestrais reveladas esta quinta-feira. Os efeitos da pandemia da Covid-19 estiveram na origem da quebra registada

Por áreas de negócio, o grupo alemão revelou que as vendas da divisão de Adhesive Technologies foi penalizada pela quebra da procura, decrescendo 12,2%, para 4.153 milhões de euros. Já as vendas da unidade de Beauty Care (produtos de cuidados de beleza), caíram 7,4%, para 1.818 milhões de euros. O negócio de Laundry & Home Care (produtos de limpeza), por oposição, subiram 3,8%, para 3.460 milhões de euros.

As vendas nos canais digitais do grupo germânico representaram entre 14% e 16% das vendas totais da Henkel, no primeiro semestre.

O lucro antes de juros e imposto sobre os rendimentos (EBIT), ou lucro operacional ajustado, fixou-se nos 1.191 milhões de euros entre janeiro e junho, o que se traduz num tombo de 27,5% face a igual período de 2019. A margem EBIT ajustada foi de 12,6%.

Tal como aconteceu com outras empresas, também o negócio da Henkel foi “substancialmente” afetado pela “significativa” desaceleração da economia mundial, devido à pandemia da Covid-19, o que levou a um “acentuado declínio da procura em muitos setores”.

As quebras observadas não foram maiores devido à “amplitude do seu portefólio, quer nos negócios orientados para a indústria quer para o consumo, para equilibrar o impacto da crise no desempenho global de vendas e lucros”.

Citado em comunicado, o presidente executivo da Henkel, Carsten Knobel, afirmou que a empresa “assegurou um desempenho geral robusto”, apesar do contexto “excecionalmente desafiador”. “Durante a crise, não promovemos a redução dos horários de trabalho, não solicitámos ajuda governamental ou reduzimos as equipas de trabalho devido à pandemia”, revelou o gestor do grupo alemão.

 

 

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