“Pretty Real”: Projeto mostra a vida nas ruas do Príncipe Real

A empresa de imobiliário Eastbanc pretende dinamizar as ruas do Príncipe Real. Na Embaixada, organizou-se um desfile de moda, uma exposição fotográfica – que se estende até maio – e um fim de semana cheio de descontos e ofertas com o objetivo de apresentar o projeto “Pretty Real”.

DR

A Embaixada vai dinamizar o Príncipe Real, em Lisboa, com um desfile de moda, uma exposição fotográfica – que se estende até maio – e um fim de semana cheio de descontos e ofertas com o objetivo de apresentar o projeto “Pretty Real”.

Catarina Lopes, directora executiva da Eastbanc – a empresa que gere a Embaixada –  revela que a ideia para o projecto surgiu de forma “muito espontânea” e partiu de uma colaboradora nova da empresa, Benvinda Rosário, que durante uma sessão de brainstorming questionou “por que não se faz um desfile de moda com as marcas do Príncipe Real?”

O desfile “Pretty Real” apesar de não ter tido um tema, teve uma mensagem focada na autenticidade das pessoas “são pessoas que representam o Príncipe Real. Temos modelos de todos os tipos, feitios, idades- inclusive uma mãe que desfilou com o próprio bebé”, relembrou entre risos. “Fizemos o casting em março, nas ruas do bairro” explicou “Procuramos escolher pessoas com atitute, no fundo”.

“A ideia nasceu entre outubro e novembro”, explica a diretora ao Jornal Económico “achámos o projeto espetacular. Foi mesmo tudo muito espontâneo. Foi mesmo real”, vincou revelando que a Eastbanc investiu entre 10 a 20 mil euros para a realização do evento.

Em parceria com a ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação e a agência de modelos Muzt Agency, a empresa gestora de imobiliários em Lisboa organizou o desfile com artigos de 26 marcas portuguesas. “E é tudo português”, ressalvou a diretora, “moda portuguesa. Marcas portuguesas. Pessoas portuguesas. Foi fácil juntarmos todas [as marcas] num evento só porque conhecemo-nos todos uns ao outros: ou são nossos inquilinos ou nossos vizinhos”, acrescentou relembrando que a Eastbanc detém cerca de 21 imóveis no bairro lisboeta.

“A Eastbanc gere grande parte do comércio de rua do Príncipe Real, cerca de 50% do trecho entre a Rua da Rosa e a entrada do Jardim Botânico”. Assim, grande parte das marcas portuguesas que participam pertencem à Embaixada, um espaço dedicado “ao produto e design português”. Ainda assim, o projecto Pretty Real conta com marcas que não estão associadas como a Boa Safra, Castelbel, Moskkito e Alexandra Moura, por exemplo.

Quando questionada se a empresa pretende adquirir mais imóveis no bairro, Catarina Lopes revelou não ter a certeza, relembrando que quando compraram os primeiros prédios e edifícios foi antes da crise. “É uma questão de preço. Quando entrámos o preço era convidativo e então comprámos rapidamente imóveis, desde 2005 a 2009. Depois com a crise paramos um bocado e no meio da crise lançamos a Embaixada”.

Sobre se o evento terá segunda edição, a diretora-executiva da empresa não foi capaz de dar certezas dado o custo e logística da realização, ”não podemos fazer isto todos os anos, mas quem sabe. Com tempo, com a experiência (e divulgação) se calhar conseguimos arranjar um sponsor que nos ajude.”

A diversidade também estará presente na exposição fotográfica Pretty Real People, que vai apresentar as personalidades mais emblemáticas da história do bairro, que por lá “residam ou trabalhem”. As fotografias foram captadas por estudantes da ETIC e vão estar expostas na sede de Embaixada, no Palacete Ribeiro da Cunha até 2 Maio.

Ler mais
Recomendadas

Gondomar acolhe Festival Nacional de Robótica

O evento promovido pela Sociedade Portuguesa de Robótica (SPR).

PremiumLisboa vai cobrar nova taxa a quem apanhar táxi na Portela

Autarquia admite negociação para novo regulamento de acesso de veículos ao aeroporto da capital. Presidente da Antral rejeita cobrança adicional.

Governo quer mais famílias de acolhimento e vai rever medida para mais direitos e apoios

Fonte do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) explicou que, desta forma, o Governo se propõe rever e reformular esta medida de proteção, na sequência das propostas de um grupo de trabalho criado em 2017 e constituído pelo Instituto da Segurança Social, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Casa Pia.
Comentários