Energia e Altri põem PSI 20 a cair mais de 1%

As praças de Lisboa, Madrid e Amesterdão destoaram do ‘verde’ das suas principais congéneres da Europa.

A bolsa portuguesa fechou com quedas pela segunda sessão consecutiva. O principal índice nacional encerrou a sessão desta segunda-feira, 17 de junho, com uma perda de 1,30%, para os 5.063,67 pontos, essencialmente penalizado pelo tombo de 1,87% do BCP (para o,25 euros) e pelas fortes desvalorizações das empresas da pasta e do papel.

A Altri liderou mesmo as descidas do PSI 20, com um tombo de 3,43%, para 6,05 euros. A Navigator seguiu a maré vermelha e caiu 1,60%. “As quedas expressivas da Galp e da Altri acabaram por arrastar o PSI-20 para perdas superiores a 1%. O setor de pasta e papel esteve de resto em foco, onde para além da Altri também a Semapa e a Navigator tiveram fraco desempenho”, explica Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp.

A penalizar a Bolsa de Lisboa estiveram ainda os setores da energia e do retalho, com os títulos da EDP (-0,93%), EDP Renováveis (-1,20%), Galp Energia (-2,13%), REN (-1,61%), Jerónimo Martins (-1,29%) e Sonae (-0,68%) a apresentarem recuos.

O analista do Millennium bcp refere ainda que, a nível macro, a revelação de que o ambiente industrial em Nova Iorque se degradou mais que o previsto em junho e de que as condições no imobiliário norte-americano se deterioraram pela primeira vez em 2019 “só não terá tido maior impacto porque os investidores estão já voltados para as decisões de política monetária que a Fed irá publicar na próxima quarta-feira”.

As praças de Lisboa, Madrid e Amesterdão destoaram do ‘verde’ das suas principais congéneres da Europa. O índice alemão DAX perdeu 0,09%, o britânico FTSE 100 subiu 0,16%, o francês CAC 40 valorizou 0,43%, o holandês AEX caiu 0,17%, o italiano FTSE MIB ganhou 0,07% e o espanhol IBEX 35 recuou 0,68%. O Euro Stoxx 50 terminou o dia com uma desvalorização de 0,12%.

Com a semana recheada de reuniões de política monetária, os especialistas do Bankinter acreditam que estes encontros dos bancos centrais poderão “servir de suporte tanto para bolsas como para obrigações”. “Draghi deverá manter uma postura altamente dovish no evento anual do Banco Central Europeu em Sintra e Powell irá seguramente dar alguma pista sobre o momento em que irá aplicar o primeiro corte das taxas de juro”, apontam. Em research de mercado enviado hoje, os porta-vozes do banco espanhol dizem que “o pior cenário esta semana será uma variação nula dos mercados, dado que os preços dos ativos estão muito suportados pelos bancos centrais”.

A cotação do barril de Brent está a recuar 0,56%, para 61,66 dólares, enquanto a cotação do crude WTI desliza o,32%, para 52,34 dólares por barril. “Os investidores tentam perceber se o ataque aos petroleiros no Golfo de Omã irá intensificar as tensões entre os Estados Unidos e o Irão, mas os receios do lado da oferta do ‘ouro negro’ começam a dissipar-se”, lembra, por sua vez, Carla Maia Santos, da corretora XTB.

Quanto ao mercado cambial, nota para a apreciação de 0,25% do euro face ao dólar (1,1235) e para a desvalorização de 0,17% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,2569).

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