Ensino superior vai ter 70 milhões para requalificação profissional

Formações de curta duração em articulação com empregadores e pós-graduações em regime pós-laboral são apostas do Governo para requalificar os portugueses.

Manuel Heitor, Ministro das Ciências Tecnologias e Ensino Superior | Cristina Bernardo

A criação de programas de formação e requalificação profissional nas universidades e politécnicos em parceria com empregadores é uma das linhas de ação do Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado pelo Governo na passada quinta-feira, que serve de pressuposto ao Orçamento Suplementar que o Primeiro-ministro, António Costa, apresenta esta terça-feira, 9 de maio.

Em concreto, será criado um conjunto de formações de curta duração, que tem como alvo 10 mil jovens e 10 mil pós-graduações em instituições científicas, destinadas a desempregados ou empregados cujas empresas queiram requalificar os seus recursos humanos. Também serão concedidos apoios à contratação de licenciados, mestres e doutores.

“A formação é uma mais valia para a empregabilidade” salientou António Costa, durante a apresentação do programa na quinta-feira passada, apontando a transição digital e energética como setores prioritários de aposta.

A resolução do Conselho de Ministros referente ao Programa de Estabilização Económica e Social ganhou forma esta sábado, 6 de maio no suplemento do Diário da República, que explica quais são os montantes, a que se destinam e a forma como serão financiadas as medidas de apoio ao emprego e à formação. O Jornal Económico leu o documento e apresenta-lhe uma síntese das três medidas.

 

FORMAÇÕES INICIAIS CURTAS NO ENSINO SUPERIOR POLITÉCNICO

Apoiar a inserção de 10.000 jovens e adultos, incluindo desempregados e pessoas em ‘lay -off’ em formações iniciais curtas no ensino superior politécnico (cTESPs) em articulação com empregadores. O programa será iniciado com ações presenciais em julho deste ano, de modo a aumentar em 30 % os graduados por essas formações.
Destinatários: 10.000 novos estudantes do ensino superior
Montante: 5 M€ (2020) 10 M€ (2021)
Financiamento: UE (2020) UE+OE (2021)
Responsáveis: MCTES/MTSSS/MPlan/MCT

Estímulo à inserção de adultos ativos no ensino superior (maiores 23 anos)
Apoiar a inserção de 10.000 adultos (maiores 23 anos), incluindo desempregados e pessoas em lay -off, em licenciaturas no ensino superior, sobretudo em regime pós -laboral, a iniciar com ações presenciais em julho 2020.
Destinatários: 10.000 novos estudantes do ensino superior
Montante: 5 M€ (2020) 10 M€ (2021)
Financiamento: UE (2020) UE+OE (2021)
Responsáveis: MCTES/MTSSS/MPlan/MCT

 

PÓS-GRADUAÇÕES COM EMPREGADORES, INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS E CENTROS DE INOVAÇÃO

Apoiar a inserção de 10 000 adultos, incluindo desempregados e pessoas em lay -off, em pós -graduações no ensino superior, sobretudo de curta duração, a iniciar com ações presenciais em julho 2020, em regime pós-laboral e em articulação com empregadores e unidades de I&D, instituições científicas e centros de inovação.
Destinatários: 10.000 novos estudantes do ensino superior
Montante: 15 M€ (2020) 25 M€ (2021)
Financiamento: UE (2020) UE+OE (2021)
Responsáveis: MCTES/MTSSS/MPlan/MCT

O Programa de Estabilização Económica e Social contempla 400 milhões de euros para a escola digital, que inclui investimento na rede e hardware das escolas, capacitação digital de professores e desmaterialização dos conteúdos. A lista de medidas de apoio ao emprego contempla a contempla apoios à contratação de licenciados, mestres e doutorados. Pode consultá-la aqui.

Ler mais
Recomendadas

Ministro da Educação anuncia 125 milhões para reforçar recursos humanos das escolas

Tiago Brandão Rodrigues anunciou, esta terça-feira à tarde, no Parlamento verba para reforçar as escolas com docentes e não docentes e técnicos superiores, como psicólogos.

PremiumCatólica Porto Business School quer elevar qualidade da gestão no país

Rui Soucasaux Sousa diz ao JE que escola de negócios, que vai liderar até 2023, quer ter papel-chave na melhoria da gestão das empresas. No curto prazo, é desafio a mobilidade internacional, dificultada pela pandemia.

Médias dos alunos do secundário estão mais altas. Veja aqui o ranking das escolas

Dois colégios privados, um do Porto, outro de Braga surgem à cabeça dos que mais se distinguiram-se nos exames de 2019. As primeiras escolas públicas são a Infanta D. Maria, em Coimbra e Básica e Secundária Dr. Serafim Leite, em São João da Madeira. Filosofia ficou em terreno negativo.
Comentários