[weglot_switcher]

EntreCampos: o novo eixo empresarial de Lisboa

Projeto da Fidelidade Property apresenta-se como um dos mais tecnológicos e sustentáveis para dar resposta ao principal problema das empresas atualmente: a capacidade de reterem talento qualificado.
6 Fevereiro 2026, 07h40

Está oficialmente apresentado o projeto EntreCampos, promovido pela Fidelidade Property.
A cerimónia decorreu na quarta-feira numa unidade hoteleira junto aos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa, que se define como o novo eixo estratégico empresarial da cidade.
Este é o ponto de partida de um conjunto de mais-valias que o empreendimento tem para oferecer às empresas que queiram arrendar os sete edifícios de escritórios que vão ocupar uma área de 140 mil metros quadrados.
Empresas essas que enfrentam um problema global e que se prende com a retenção de talento qualificado.
“Todo este projeto será 100% conectável. Mesmo num piso subterrâneo nunca se perde a rede ou internet. Ao nível da geotermia dispõe de 450 sondas com 120 metros de profundidade que permitem uma maior eficiência energética e mais espaço para painéis solares”, explicou Miguel Santana, Board Member da Fidelidade Property”.
As perspetivas são para que os sete edifícios de escritórios fiquem arrendados até à conclusão do projeto em 2028, sendo que um deles poderá atingir esse objetivo no final do próximo ano.
A seguradora responsável pela aquisição dos terrenos em hasta pública em dezembro de 2018 por 274 milhões de euros, deverá ter a construção da sua sede terminada no final do primeiro semestre de 2026.
Quando o projeto estiver totalmente concluído as estimativas apontam para uma valorização de 1,3 mil milhões de euros.
“É a nossa estimativa para quando todo o projeto estiver concluído”, referiu à imprensa Miguel Paiva Couceiro, diretor de projetos da Fidelidade Property.
O arranque das obras começou em 2024 com a nova sede da seguradora a ser responsável por 70% da ocupação de um dos edifícios, estando os restantes 30% já ocupados por outras entidades, que por questões de confidencialidade não podem ainda ser reveladas.
Além dos escritórios o empreendimento conta com a componente de retalho, que irá ocupar uma área de 20 mil metros quadrados divididos por dois pisos e uma terceira componente dedicada à habitação, dividida em dois segmentos.
Por um lado vai contar com três edifícios com 249 apartamentos numa área de 28 mil metros quadrados para investimento privado,
A maior fatia vai ficar fora do perímetro do projeto e a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, com 749 fogos para serem colocados no mercado através do Programa Renda Acessível.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.