“Entrega total”: Aos 500 anos, CTT reposicionam a marca com novo site e ‘app’

Segundo João Bento, CEO da empresa, “com este novo posicionamento, os CTT apresentam uma nova arquitetura de marca mais simples, refletidos também num novo site e numa nova app, que mostram a fortíssima aposta que a empresa está a fazer na adaptação à nova realidade do negócio”.

João Bento, CEO CTT | Cristina Bernardo

Os CTT – Correio de Portugal, anunciaram esta segunda-feira o reposicionamento da marca, com a empresa a denominar-se como “o operador de entrega total”, numa operação que envolve alterações à linguagem gráfica, um novo website e uma nova aplicação que irão simplificar a presença e o marketing the empresa no online.

Segundo João Bento, CEO da empresa, “com este novo posicionamento, os CTT apresentam uma nova arquitetura de marca mais simples, refletidos também num novo site e numa nova app, que mostram a fortíssima aposta que a empresa está a fazer na adaptação à nova realidade do negócio”.

“Com este novo posicionamento de marca são também lançados um novo site e uma nova app, que constituem apenas o arranque do que será uma presença digital cada vez mais forte”,sublinhou.

Os CTT afirmaram que estão assim a alterar a forma como se apresentam, comunicam com o mercado e querem ser reconhecidos: “um parceiro de negócio de confiança, que liga pessoas e empresas, e com quem os seus clientes podem contar para os apoiar a aumentar a eficácia e eficiência das suas atividades em alinhamento com os nossos valores de proximidade e a nossa capacidade de inovação”.

Com a nova assinatura de marca surgem novas mensagens para o mercado – “de uma encomenda ao que quiser”, “de uma encomenda ao que deseja”, “de uma encomenda ao que sonha” –, bem como uma nova linguagem visual em diversos suportes.

“Há uma maior simplicidade da marca CTT, passando a utilizar-se a sigla para dar mais força e coerência à comunicação, mas também para facilitar a compreensão da organização da marca nas suas múltiplas valências”, explicou a empresa, em comunicado.

Miguel Salema Garção, diretor de comunicação, sustentabilidade e marketing comercial da empresa, salientou que no novo grafismo, o ‘cavalo’ que marcou a imagem da marca durante continuará a existir na comunicação da holding e corporativa, “mas deixará de estar presente na comunicação comercial, com excepção para a filatelia, que é uma arte nobre e que tem peso institucional”.

A nova imagem irá “surpreender pela simplicidade”, explicou, adiantando que um apresenta uma palette de cores mais variada, enquanto até agora o grafismo era dominado pelo uso do vermelho e do branco.

Exercício de consolidação

Tanto o novo site como a nova app refletem este posicionamento da Marca, mais orientado para o cliente, acrescentou a empresa. “O portfólio dos CTT é extenso, o que suscitou a necessidade de o apresentar de forma mais simples e clara com o renaming dos produtos e serviços. O novo site é uma importante porta de entrada para o Universo CTT, tendo-se tornado mais acessível para o cliente particular e mais intuitivo para os clientes empresariais”.

A app segue o mesmo racional do site e surge como a adaptação do novo posicionamento dos CTT para o universo mobile, com uma nova linguagem gráfica.

“Este é também o primeiro exercício de consolidação, que funde duas apps: a app CTT (correios) e a app CTT e-Segue (encomendas). A nova app passa a permitir gerir tudo o que está relacionado com a parte de correio e de expresso, pois a nossa entrega é total”, explicou a empresa.

A agência responsável pelo novo posicionamento dos CTT foi a Havas.

Ler mais
Relacionadas

CTT têm forte probabilidade de serem contemplados na próxima concessão de serviço postal

O secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, admitiu esta manhã que os CTT têm uma cobertura territorial que torna a empresa um potencial parceiro no próximo período de concessão do serviço postal universal – cujo concurso será este ano. O CEO dos CTT, João Bento, prossegue o investimento na modernização tecnológica da empresa.

CTT investem 15 milhões de euros na automatização do tratamento de correio

O Centro de Produção e Logística do Sul dos CTT vai ter novos equipamentos para automatizar a separação de correio e encomendas na estação de tratamento postal de Cabo Ruivo, em Lisboa. Os CTT dão mais um passo no plano de modernização e investimento de toda a rede postal e logística, avaliado em 40 milhões de euros.

“O correio é um negócio em fim de vida. CTT têm que ser uma fintech”

Gonçalo Sequeira Braga, representante dos pequenos acionistas dos CTT, foi desafiado no programa “Mercados em Ação” a perspetivar o futuro dos CTT. Este pequeno acionista vaticina o fim do correio enquanto negócio e a perspetiva de novas vertentes a desenvolver nos correios portugueses.
Recomendadas

Covid-19: Carris aumenta oferta nos dias úteis

A Carris – Transportes Públicos de Lisboa vai aumentar a oferta nos dias úteis, a partir de segunda-feira, nas carreiras onde se tem verificado uma maior procura, na sequência da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Banco de Portugal salienta que as moratórias públicas ou privadas devem ser tratadas da mesma forma

O Banco de Portugal destaca que a segundo esclareceu a EBA, as moratórias, de iniciativa pública ou privada, devem ser tratadas da mesma forma, desde que tenham um propósito e caraterísticas semelhantes. “A EBA definirá, em breve, quais os critérios a observar para o efeito”, diz a entidade de supervisão.

Oxford Economics estima recessão de 2,2% na zona euro e estagnação mundial

“A pandemia do novo coronavírus vai infligir uma profunda recessão na economia mundial, e em muitas das principais economias, durante a primeira metade deste ano”, lê-se numa nota enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, na qual se prevê que a zona euro caia 2,2%, os Estados Unidos 0,2% e a China cresça apenas 1%.
Comentários