Escola de programação francesa em Lisboa soma mais de 2.400 candidaturas em duas semanas. 30% são de mulheres

A 42 Lisboa avança que, até agora, cerca de 400 dos mais de 2.400 candidatos completaram com sucesso os testes online.

A escola de programação francesa 42 Lisboa chegou à capital no mês passado, duas semanas depois de as inscrições abrirem, foram registadas mais de 2.400 candidaturas, sendo que 30% dessas foram de mulheres.

De acordo com a nota divulgada, os 150 primeiros alunos vão ser selecionados entre outubro de 2020 e janeiro de 2021. As aulas na 42 Lisboa vão começar oficialmente em fevereiro de 2021 numa antiga tipografia na freguesia de Penha de França.

Depois dos alunos se inscreverem na plataforma da escola de programação, os candidatos têm de realizar dois testes online, o primeiro de quatro minutos e o segundo de duas horas. Depois de 48 horas, ficarão a saber se passaram à fase seguinte. Em comunicado, a 42 Lisboa avança que, até agora, cerca de 400 dos mais de 2.400 candidatos completaram com sucesso os testes online.

Criada em 2013 pelo empresário francês Xavier Niel, a instituição conta com mais de 20 campus em todo o mundo e apresenta um novo conceito de aprendizagem gamificada fora dos moldes tradicionais. Nela não existem horários, nem professores e as aulas baseiam-se em projetos entre os estudantes numa escola que está sempre aberta.

As candidaturas estão abertas a todas as pessoas que tenham mais de 17 anos, independentemente do seu passado académico, experiência no mundo da programação e até mesmo da sua capacidade económica. Uma vez que a 42 é financiada por mecenas, o programa é gratuito para os alunos.

Em Portugal, a 42 é financiada pelo Banco Santander, pela Vanguard Properties e pela empresária Ming C. Hsu, contando também com a parceria da bi4all, do empresário Luís Amaral, da família Alves Ribeiro e da Fundação José Neves como Education Partner.

Ler mais
Recomendadas

Associação sindical pede ao Governo que ensino passe a funcionar em regime não presencial

Associação Sindical de Professores Licenciados defende que durante o confinamento geral do país, as escolas se mantenham abertas apenas para os alunos cujos pais pertencem a serviços essenciais ou para quem não têm condições para continuar o ensino em casa.

Professores “não são profissão de risco acrescido”, sublinha Graça Freitas

“Independentemente de serem trabalhadores em escolas, são pessoas com determinado grupo etário e determinados fatores de risco”, sustentou Graça Freitas.

“Interrupção do ensino presencial teve um custo”. Primeiro-ministro defende manutenção das escolas abertas

“Até aos 12 anos o risco é diminuto de acordo com as opiniões do Conselho Científico. Sabemos que o número de casos foi diminuto no primeiro período e que nenhum foco teve início numa escola”, defendeu o governante.
Comentários