Escola de tecnologia desafia a aprender a programar e analisar dados na quarentena

A Ironhack tem cursos de 6.000 euros mas, neste contexto de pandemia, lançou webinars gratuitos para que o conhecimento tecnológico chegue a casa dos portugueses.

A escola de formação em tecnologia Ironhack está a desafiar os portugueses que estão de quarentena a aprender a programar e a analisar dados. Semanalmente, a empresa vai disponibilizar webinars gratuitos com conteúdos de introdução nas três áreas com as quais trabalha – Web Development, Data Analytics e UX/UI Design – para responder a este período de incerteza em todo o mundo.

A pandemia levou a Ironhack a criar a série de webinarsUse Your Time Wisely” (“Usa o teu tempo com sabedoria”) para que o conhecimento tecnológico chegue a casa das famílias que estão em isolamento social. O primeiro realizou-se esta segunda-feira e ensinou a construir um website para mobile com HTML & CSS em apenas 60 minutos.

Na agenda estão ainda conteúdos de programação de jogo com JavaScript ou visualização e análise de dados com Python, aos quais se pode assistir através da plataforma digital Meetup. O próximo realiza-se esta quinta-feira à tarde, entre às 17h00 e as 18h30

 “Ter de ficar fechado dentro de quatro paredes dia após dia pode tornar-se exasperante. Em vez de fazer binge-watch de séries ou percorrer o feed das redes sociais para queimar tempo, por que não aproveitar para aprender algo novo a partir do conforto do lar? Estes webinars são, por isso, válidos tanto para quem viu a sua atividade suspensa e não tem ocupação como para quem está a trabalhar ou a ter aulas remotamente e sente falta de um outro estímulo”, afirma Carmen Ortega, gestora da Ironhack Lisboa.

A growth manager desta escola internacional acredita que este pode vir a ser “o primeiro passo rumo a uma mudança de carreira”. “Queremos unir as pessoas em torno da tecnologia, pondo o nosso conhecimento à disposição”, diz a responsável da escola que passou a dar aulas à distância.

Em Portugal, a Ironhack formou mais de 150 alunos até ao momento e a percentagem dos que conseguiram um trabalho até três meses depois de terem concluído o curso é de 90%.

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