Metade dos utilizadores de aplicações bancárias não sabe se os seus dados são vendidos

Este inquérito da ESET foi feito a «mais de dez mil utilizadores» do Reino Unido, EUA, Austrália, Japão e Brasil.

©CardMapr

Um estudo da ESET expõe um potencial perigo para os utilizadores de aplicações financeiras gratuitas, como a Revolut, a Lydia ou Curve. Segundo esta empresa de segurança informática, metade «desconhece se essa app vende os dados».

Além desta conclusão, o inquérito da ESET mostra outros resultados que podem ser vistos como preocupantes: por exemplo, «apenas 31%» assumiu ler
a parte dos ‘Termos e Condições’ dessas aplicações móveis e 29% disse ter analisado a respetiva ‘Política de Privacidade’.

«Estes resultados mostram quais as ações que os utilizadores em todo o mundo tomam (ou não) para se protegerem a si e às suas finanças – e que, em resultado dessas medidas, muitos deles poderão estar vulneráveis relativamente a ciberameaças», conclui a ESET.

Os comportamentos perigosos continuam: 48% não têm uma VPN e 42% usam as aplicações de fintechs «em pontos de acesso Wi-Fi públicos».

Ainda assim, parece haver consciência de que ter um software de segurança instalado é importante: 93% dos inquiridos confirmam que usam um programa deste género, em «pelo menos um dispositivo».

Este inquérito da ESET foi feito a mais de dez mil utilizadores do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Japão e Brasil.

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