Durante décadas, os destinos turísticos confiaram em slogans inspiradores colocados mupis e brochuras com fotos paradisíacas. O problema? Enquanto o plano estratégico de publicidade ia para a sexta revisão, já um vídeo viral ganhava a corrida. Num mundo onde os viajantes se apaixonam impulsivamente através de uma simples olhadela nas redes sociais, as organizações de marketing de destinos (DMOs) não se podem sdar ao luxo de esperar 6 meses pela aprovação de uma campanha enquanto um vendedor local de cocos viraliza em quinze segundos”, diz em comunicado Johnson JohnRose, Fundador/CEO da Mazterpiece Communication, Agência de Publicidade.
A conclusão foi apresentada num painel do MazterCast, iniciativa da Mazterpiece Communication. No debate, moderado por Johnson JohnRose, fundador e CEO da empresa, a mensagem foi clara: “o marketing tradicional de destinos já não funciona e quem insistir nele corre o risco de desaparecer do mapa turístico. Num mundo em que as pessoas se apaixonam por um destino num scroll distraído, não podemos esperar seis meses por aprovações enquanto o TikTok decide o próximo hotspot”, resumiu JohnRose.
A principal conclusão do debate foi simples, ainda que desconfortável para muitas organizações de marketing turístico: os destinos precisam de deixar de pensar como entidades públicas e começar a agir como empresas de media. Segundo Vincent Vanderpool-Wallace, antigo secretário-geral da Organização de Turismo das Caraíbas, os dados são claros há anos. “A recomendação boca-a-boca continua a ser o factor mais decisivo na escolha de um destino, mas continua a ser ignorada por muitas estratégias oficiais.”
A autenticidade surgiu como o elemento central de todas as intervenções. A criadora premiada Darley Newman explicou como um vídeo simples no TikTok, protagonizado por um antigo freedom rider no Museu dos Direitos Civis do Mississippi, ultrapassou um milhão de visualizações sem produção elaborada. Kristy Morris, do Ministério do Turismo das Bahamas, apresentou dados que mostram como conteúdos centrados em guias locais e experiências reais geraram impacto directo na conversão de visitantes.
Ginelle Bell-Madukwe, especialista em marketing internacional, defendeu que os destinos devem comunicar menos sobre si próprios e mais sobre as emoções, dúvidas e expetativas dos viajantes, seguindo uma lógica há muito aplicada no setor tecnológico. Denella Ri’chard lembrou que o storytelling de longo formato continua a ser um ativo estratégico, criando valor durante anos, citando a Alemanha como exemplo de um país que aposta numa narrativa honesta e complexa para criar ligações mais profundas com os visitantes.
A mensagem final do painel promovido pela Mazterpiece Communication é difícil de ignorar: no turismo contemporâneo, a credibilidade já não se compra. Constrói-se. E constrói-se depressa, com pessoas reais, histórias verdadeiras e a coragem de trocar o discurso publicitário pela vida como ela é.
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