Está a emergir um novo consumidor

Aqui estamos, resilientes, tentando todos os dias encontrar a melhor rota para alcançarmos o dia seguinte, a semana seguinte, o mês seguinte.

Aqui estamos, resilientes, tentando todos os dias encontrar a melhor rota para alcançarmos o dia seguinte, a semana seguinte, o mês seguinte. Mais do que isso parece ainda um horizonte longínquo. Com muitas dúvidas. O que fazer agora? O que fazer depois? E depois do depois? Felizmente conhecemos quem sabe a resposta.
Estamos obviamente a referir-nos ao Consumidor. Afinal é ele quem decide, a cada momento, o presente e o futuro de cada marca.
No passado mês de abril fomos ter com ele e quisemos saber como se alteraram os seus comportamentos. Estão a comprar como antes? Como pensam comprar depois de passar a crise? As respostas que obtivemos deram origem ao Future Consumer Index (FCI). O barómetro internacional da EY para acompanharmos a mudança de comportamentos do consumidor durante e após a crise.
Os dados analisados deixam claro que a crise Covid-19 está a fazer emergir um novo consumidor. Dos mais pessimistas aos mais otimistas quanto ao futuro, dos que cortaram em tudo aos que não cortaram em nada, dos que ficaram sem emprego aos que não sentiram um grande impacto. Quando perguntamos ao consumidor como vai ser o seu comportamento no futuro, depois da crise, percebemos que há uma mutação do seu perfil. Os segmentos iniciais darão lugar a 5 novos segmentos.
No consumidor pós COVID encontramos várias tribos. Os “Get to normal”, os “Cautiously Extravagant”, os “Stay frugal”, os “Keep cutting” e os “Back with a bang”. Os nomes dizem muito sobre os seus “drivers” de consumo, mas isso não dispensa uma leitura mais atenta para melhor se perceber por onde vão andar os seus hábitos de consumo mal passe a crise.
Visto mais em detalhe, o consumidor pós-crise revela-nos duas linhas de comportamento que virão a influenciar o futuro das marcas: maior abertura à cedência de privacidade e menor tolerância ao desperdício. Se esta última se podia adivinhar ainda antes da crise, a primeira não deixou de surpreender. 53% dos consumidores disseram que não se importariam de ceder os seus dados pessoais se isso ajudasse a monitorizar um foco de infeção. Para o consumidor que está a emergir, a sociedade está primeiro.
Esta disponibilidade indicia uma busca pela transparência, nas marcas e nos produtos. O consumidor disse-nos que no futuro vai procurar marcas transparentes e com propósito. Será que vai encontrar a sua? l

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