Esta região subpovoada em Itália paga 25 mil euros a quem se mudar para lá

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), a região de Molise, com uma população de 305 mil habitantes, está entre as regiões que perderam mais habitantes nos últimos anos. Mais de 9 mil pessoas já saíram desde 2014.

DR Giorgio Galano/Alamy Stock Photo

A região de Molise, em Itália, vai oferecer um cheque de 700 euros mensais, durante três anos num total de 25.200 euros, a todos aqueles que decidirem mudar-se para aquela região. No entanto, existem algumas contrapartidas: algumas vilas podem ter menos de dois mil habitantes e os recém-chegados têm que prometer abrir um negócio.

Essa é a proposta feita por Donato Toma, presidente de Molise. Ao The Guardian, o italiano explica que “se tivéssemos oferecido financiamento, teria sido um gesto de caridade”.

“Queremos fazer mais. Queremos que as pessoas invistam cá”, salienta. “Podem abrir qualquer tipo de negócio: uma padaria, uma papelaria, um restaurante, qualquer coisa. É uma maneira de dar vida à nossas cidade e ao mesmo tempo aumentar a população”, ressalva.

Toma acrescentou que as cidades com menos de 2 mil habitantes vão receber apoios mensais no valor de 10 mil euros para serem construídas infraestruturas e desenvolvidas atividades culturais. “Não é apenas uma questão de aumentar a população. As pessoas também precisam de infraestruturas e uma razão para ficar, caso contrário voltaremos à estaca zero de alguns anos atrás”.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), a região de Molise, com uma população de 305 mil habitantes, está entre as regiões que perderam mais habitantes nos últimos anos. Mais de 9 mil pessoas já saíram desde 2014. Em 2018, mais de 2,800 pessoas morreram, ou mudaram-se para outras zonas, mais mil em comparação ao ano anterior. O Istat informa ainda que não foram registados nascimentos em nove das cidades de Molise.

Pela primeira vez em 90 anos, o número de italianos a residir em Itália desacelerou para 55 milhões. Entre 2014 e 2018, Itália ficou com 677 mil italianos a menos. Só em 2018, 157 mil emigraram.

Segundo os especialistas, dois fatores estão por trás deste declínio: uma diminuição no número de nascimentos, que é o nível mais baixo desde a unificação da Itália, e um aumento na migração de jovens para outros países europeus em busca de oportunidades de emprego.

A Itália é a única grande economia europeia, cuja população deverá diminuir ainda mais nos próximos cinco anos, informou a ONU. O país ocupa o segundo lugar – atrás do Japão – em termos de população mais envelhecida. As estimativas somam uma média de 168,7 idosos com mais de de 65 anos para cada 100 jovens.

 

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