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Estado americano quer tornar-se o maior acionista da Intel

É um dos maiores ‘players’ norte-americanos de IA e na segunda-feira viu o grupo japonês Softbank entrar no capital. Podem seguir-se os EUA, que ponderam comprar uma participação de 10%, que faria daquele país o maior acionista da tecnológica.
CEO da Intel, Pat Gelsinger. Fotografia: REUTERS/Ann Wang
20 Agosto 2025, 07h00

A tecnológica Intel está no centro das atenções do mercado de tecnologia e Inteligência Artificial. O governo federal dos Estados Unidos está a ponderar avançar para a compra de uma participação de 10% na empresa, na sequência de os japoneses do Softbank investirem 2 mil milhões de dólares.

Segundo reportou a “Bloomberg” na terça-feira, a administração norte-americana, liderada por Donald Trump, está a avaliar a possibilidade de avançar para a compra de uma participação de 10% no capital da Intel. Uma decisão que, a confirmar-se, faria daquele Estado o maior acionista da empresa.

Em causa está a “lei dos Chips”, que foi aprovada em 2022 e determina a atribuição de subsídios públicos na ordem de 52,7 mil milhões de dólares para empresas que fabricam chips semicondutores.

O objetivo da lei é acelerar essa indústria, que se afirma como crucial no crescimento da capacidade militar e da produção automóvel, assim como de outros bens. Ao mesmo tempo, pretende-se que as empresas aumentem a especialização das suas equipas e diversifiquem as mesmas.

De resto, a legislação estipula que os beneficiários desses fundos ficam proibidos de escalar a produção de chips semicondutores para a China ou para qualquer outro território que o governo federal considere representar uma ameaça para a segurança nacional dos EUA.

Neste caso, está em cima da mesa o potencial investimento numa empresa que está a perder espaço no mercado para outra tecnológica norte-americana, a Nvidia.

Possibilidade surge logo após o Softbank comprar participação

Os relatos de que a administração de Donald Trump pode estar a caminho de avançar para um investimento na Intel surgiram no dia seguinte ao anúncio do Softbank de que investiu 2 mil milhões de dólares em ações da mesma empresa.

O grupo japonês adquiriu aproximadamente 2% do capital da empresa, o que o torna o quinto maior acionista, de acordo com os dados do FactSet.

Decisões mexem com os mercados em Wall Street… e no Japão

Cotada na bolsa de Nova Iorque, a Intel valorizou 6,97% na sessão desta terça-feira e a empresa vale agora 110,34 mil milhões de dólares, depois de protagonizarem uma queda de 60% em 2024.

Também na sessão de terça-feira, o grupo Softbank, cujas ações negoceiam na bolsa de Tóquio, viu a capitalização de mercado cair 4% após atingir um máximo histórico na véspera.

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