Estado da economia mundial é a principal preocupação dos empresários 

Mais de metade dos inquiridos considera que o fator externo é o que mais vai influenciar negativamente a competitividade das empresas, seguida da instabilidade política nos países da Europa e da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Os empresários portugueses estão cada vez mais preocupados com o estado da economia nacional e mundial, sendo este o fator externo que consideram que vai influenciar mais negativamente a competitividade da empresa.

De acordo com os resultados do Barómetro Kaizen, divulgados esta segunda-feira, mais de metade dos inquiridos (58%) acreditam que a economia portuguesa vai estagnar no próximo ano. Segundo o estudo, metade estima que a sua empresa registe um crescimento acumulado de entre 5 e 15% nos próximos três anos. O pessimismo aumenta quando se trata da economia mundial com 76% a considerarem que este é o fator externo que mais pode influenciar negativamente a competitividade da sua empresa, seguida da instabilidade política nos países da Europa (40%) e da guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China (27%).

Para 73% dos CEO e dirigentes empresariais que participaram na análise, o mercado da União Europeia vai manter-se, nos próximos três anos, como o que oferece maiores oportunidades de exportação, seguido do dos EUA (27%).

Relativamente ao estado da política portuguesa, cerca de 55% dos empresários considera que o principal objetivo estratégico para a próxima legislatura deve ser a criação de acordos alargados, nomeadamente ao nível laboral e fiscal, para garantir previsibilidade e estabilidade às empresas. 40% dos gestores consideram que o próximo Governo deve focar-se em reduzir os elevados níveis de endividamento do país e 38% elegem como prioritária a redução da carga fiscal das empresas.

Uma terceira preocupação para estes empresãrios é o estado das alterações climáticas e como estas impactaram a estratégia da maioria das organizações. De acordo com o baómetro, 50% dos inquiridos afirmaram que estas preocupações deram origem a medidas concretas, como alterações de procedimentos para reduzir os consumos (62%) e a redução da pegada ambiental dos seus produtos e serviços (59%). 34% das empresas que já implementaram medidas deste tipo realizaram investimentos nos seus edifícios para torná-los mais sustentáveis e 25% investiram para incluir veículos híbridos e elétricos na sua frota automóvel.

Segundo o estudo, a maioria das empresas (51%) já tomou medidas relacionadas com igualdade de género e pretende manter o tema presente na sua estratégia. 15% ainda não tomaram medidas deste cariz, mas pretendem fazê-lo nos próximos anos.

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