[weglot_switcher]

Estados Unidos adia tarifas a semicondutores chineses para junho de 2027

Um comunicado do Representante do Comércio dos Estados Unidos, transcrito pela agência Reuters, considerou que a busca da China pela dominância na indústria de semicondutores é “irrazoável e onera ou restringe” o comércio dos Estados Unidos, sendo, por isso, “passível de ação”.
Chips Portugal semicondutores
Imagem: Shutterstock/Gorodenkoff
24 Dezembro 2025, 09h10

O governo norte-americano anunciou, na terça-feira, que vai avançar com tarifas sobre as importações de semicondutores, da China, mas que a medida será adiada para junho de 2027. O nível das taxas será definido pelo menos um mês antes. Mas até lá a tarifa deve ficar em zero durante 18 meses, refere um documento do Gabinete do Representante do Comércio dos Estados Unidos, destaca a CNBC.

Uma investigação iniciada há um ano levou a que o Departamento do Comércio norte-americano conclui-se que a China estava a adotar práticas comerciais desleais no setor dos semicondutores. O mesmo organismo referiu, num documento transcrito pela CNBC, que “durante décadas, a China tem como alvo a indústria de semicondutores, procurando dominá-la, e tem empregado políticas e práticas não mercantis cada vez mais agressivas e abrangentes” para alcançar este domínio.

Estados Unidos considera “irrazoável” busca da China pela dominância nos semicondutores

O Representante do Comércio dos Estados Unidos, transcrito pela agência Reuters, considerou que a busca da China pela dominância na indústria de semicondutores é “irrazoável e onera ou restringe” o comércio dos Estados Unidos, sendo, por isso, “passível de ação”.

O avançar desta tarifas à importações de semicondutores chineses, por parte dos Estados Unidos, acabou por ter oposição da embaixada chinesa em Washington. Em declarações à Reuters a embaixada considerou que “politizar, instrumentalizar e utilizar como arma” as questões comerciais e tecnológicas, “desestabilizando” as cadeias industriais e de abastecimento globais, “não beneficiará ninguém e acabará por ser contraproducente”.

A embaixada afirmou que “tomará todas as medidas necessárias” para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos da China.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.