“Estamos no fim de uma fase pandémica”, declara DGS na reunião do Infarmed

A descida da incidência por idade é ainda acompanha por um decréscimo da positividade. “Mostra que mantendo a mesma intensidade de testagem, temos menos vírus em circulação”, tendo Portugal atualmente uma taxa de positividade de 2,5%, abaixo do limiar de 4% definido pelo ECDC.

Sessão do Infarmed COvid-19

A Direção-Geral da Saúde assume que o pico desta onda pandémica aconteceu no dia 29 de janeiro de 2021, sendo que “estamos, claramente, no fim de uma fase pandémica”.

Pedro Pinto Leite, membro da DGS, admitiu que Portugal está atualmente numa “tendência decrescente”, com o país a registar uma média de 195,5 casos por 100 mil habitantes, uma variação de 26% face ao período homólogo.

Na análise dos dados da DGS, 12 concelhos encontram-se com uma incidência superior a 480 casos por 100 mil habitantes, o que representa 300 mil habitantes ou 3% da população. O Alentejo é a região com a maior incidência. Verifica-se ainda uma incidência decrescente em todas as faixas etárias, com exceção no grupo até aos nove anos, onde a curva está “estável a decrescente”.

O especialista da entidade de saúde notou que as faixas etárias entre os dez e os 29 anos notaram uma grande descida da incidência, nomeadamente inferior a 480 casos por 100 mil habitantes. Ainda assim, pediu cautela a estas faixas etárias, incluindo a até aos nove anos, devido ao início do novo ano letivo.

A descida da incidência por idade é ainda acompanha por um decréscimo da positividade. “Mostra que mantendo a mesma intensidade de testagem, temos menos vírus em circulação”, tendo Portugal atualmente uma taxa de positividade de 2,5%, abaixo do limiar de 4% definido pelo ECDC.

O especialista assumiu ainda um aumento da testagem nas faixas etárias acima dos 40 anos, algo que pode ser explicado pelo regresso presencial do ensino ou o regresso ao trabalho no pós-férias. A positividade dos testes, tendo sido notificados na semana passada 369 mil, é inferior a 4% nas regiões.

Internamentos com descida de 15%

O especialista da DGS assumiu ainda uma descida significativa nos internamentos. Pedro Pinto Leite revelou que os internamentos revelaram um decréscimo de 15% face ao período de análise anterior, tanto em enfermagem como em cuidados intensivos.

A DGS assume que os internamentos aumentaram após a introdução da variante Delta no país, entre julho e agosto, mas um “fenómeno interessante” é que “a descida de grupos etários mais velhos não tem acompanhado a dos mais novos”. Entre as explicações está o facto de que as pessoas mais velhas, acima dos 60 anos, ficam mais tempo internadas que os mais velhos, um facto que já tinha sido verificado em fases anteriores.

Pedro Pinto Leite apontou ainda que “em cada 15 casos internados em cuidados intensivos, 14 não tinham esquema de vacinação completo”, algo que atesta a que a vacina diminui o risco de internamento. No caso de hospitalizações em enfermarias, verificam-se os mesmos dados: em cada cinco internados, quatro não tinham esquema de vacinação completo.

Para o especialista, esta é uma “tendência favorável” e mostra “uma grande ligação ao sucesso da vacinação”, que já conta com 85% da população vacinada, com 75% dos jovens adultos com a vacinação completa e mais de 50% dos jovens totalmente vacinados.

Relativamente à mortalidade, Portugal apresenta 13 óbitos por um milhão de habitantes, uma diminuição de 19% em relação ao período homólogo.

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