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Este ano vamos ter de “trabalhar muito com cenarizações”, refere administrador da CGD

“2026 começou com perspetivas dentro do contexto de incertezas que tínhamos, otimistas, nível de emprego alto, perspetivas de crescimento favoráveis, mas agora temos este tema gravíssimo e que eleva uma grande incerteza”, referiu no encontro Fora da Caixa, realizado em Sines pela Caixa Geral de Depósitos, do qual o Jornal Económico é media partner.
3 Março 2026, 18h01

Francisco Cary, administrador executivo da Caixa Geral de Depósitos, afirmou que este ano o banco vai ter de trabalhar muito com cenários, porque a incerteza se instalou.

“O ano de 2026 começou com perspetivas dentro do contexto de incertezas que tínhamos, otimistas, nível de emprego alto, perspetivas de crescimento favoráveis, mas agora temos este tema gravíssimo e que eleva uma grande incerteza”, afirmou Francisco Cary no encontro Fora da Caixa, realizado esta terça-feira, 3 de março, em Sines, pela Caixa Geral de Depósitos.

Referia-se ao ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que teve início a 28 de fevereiro, iniciando um conflito militar de larga escala que ainda decorre. o Irão respondeu atacando vários países, atingindo alvos como refinarias ou centros de dados, e encerrando o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os mercados bolsistas caíram por dois dias consecutivos e o petróleo e o gás natural aumentaram significativamente.

Apesar desta incerteza, Fernando Cary considera que o Irão não “terá capacidade para alimentar uma guerra contra o mundo”, portanto “podemos imaginar alguma estabilização”.

Durante a sua intervenção no painel “Sines: Plataforma Estratégica de Portugal para o Futuro”, afirmou que a Caixa “é um dos pioneiros em Sines”, estando a olhar para vários projetos. O hidrogénio foi um projeto para o qual o banco já olhou, contudo percebeu que “era difícil de investir”, já os data centers “consideramo-los um modelo com grande potencial”.


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