Estudantes do ensino superior vão ter 4.500 novas camas em alojamentos locais e hotéis

A oferta estimada de camas a preços regulados sobe para 18.455 este ano letivo, anuncia o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que começa esta segunda-feira, 21 de setembro, a assinar acordos com as associais do setor.

Cristina Bernardo

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anuncia 4.500 novas camas para os estudantes do ensino superior em pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis por todo o país.

A assinatura de protocolos de colaboração com as associações representativas da hotelaria e do alojamento local e com a Movijovem, gestora das pousadas da juventude, começam a ser assinados esta segunda-feira, 21 de setembro, nas cidades do Porto e Vila Real, e continuam na terça-feira em Lisboa.

Para o ano letivo 2020/21, que agora se inicia, a oferta estimada de camas a preços regulados sobe para 18.455, o que representa um acréscimo de 16% face a 2019/20. Este número inclui também cerca de 1.100 outras camas garantidas por via de protocolos com instituições privadas e autarquias.

No ano passado havia 15.073 camas em residências estudantis, um número que diminuiu para 12.855 devido às adaptações que tiveram que ser feitas para cumprir as normas estabelecidas pelas autoridades de saúde, nomeadamente o aumento do distanciamento entre os estudantes.

Segundo o Ministério liderado por Manuel Heitor, os acordos com a Movijovem e as várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local “permitem disponibilizar alojamentos para os estudantes até ao final do ano letivo de 2020/2021 em condições de conforto, qualidade e segurança”.

Estes acordos fixam ainda valores de mensalidades indexados aos complementos de alojamento para bolseiros deslocados, adianta a informação do MCTES, acrescentando que os valores “resultam das manifestações de interesse dos associados das várias estruturas representativas de alojamentos locais e unidades hoteleiras” e terão  de ser confirmados individualmente pelos próprios estudantes.

Neste momento, sem contar com as novas 4.500 camas em pousadas da juventude, hotéis e alojamento local, a oferta de alojamento estudantil totaliza 12.855 camas em residências e 10.520 quartos privados identificados pelo Observatório Digital do Alojamento Estudantil. Segundo este organismo (dados de 18 de setembro), os preços médios apresentam uma redução de cerca 13% face a 2019 nas duas principais cidades do país (ver casos).

O número e tipo de camas disponíveis é constantemente atualizado no Observatório do Alojamento Estudantil, plataforma online aberta ao público, que identifica diariamente a oferta privada de alojamento para estudantes, as zonas onde os estudantes de ensino superior estão alojados e as rendas praticadas a nível nacional, assim como o nível de ocupação e a evolução da oferta pública de camas em residências para estudantes.

 

• Caso 1: Lisboa
oOferta: 3 362 quartos privados e 1 566 camas públicas
oPreço mínimo: 185€ (era 240€ em setembro 2019)
oPreço médio: 342€ (era 392€ em setembro 2019)
oPreço máximo: 500€ (era 593€ em setembro 2019)

• Caso 2: Porto
oOferta: 1 358 quartos privados e 1 134 camas públicas
oPreço mínimo: 167€ (era 203€ em setembro 2019)
oPreço médio: 272€ (era 312€ em setembro 2019)
oPreço máximo: 421€ (era 460€ em setembro 2019)

• Caso 3: Braga
oOferta: 205 quartos privados e 1 283 camas públicas
oPreço mínimo: 147€ (era 174€ em setembro 2019)
oPreço médio: 212€ (era 297€ em setembro 2019)
oPreço máximo: 375€ (era 353€ em setembro 2019)

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