Estudo de boas práticas e condições de construção de plataforma de gestão de informação necessária à geração de inteligência na gestão do território nacional

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está a desenvolver no âmbito da candidatura de financiamento do programa Compete 2020 um “estudo de boas práticas e condições de construção de plataforma de gestão de informação necessária à geração de inteligência na gestão do território nacional” que resulta no projeto “Municípios +Inteligentes”. O projeto “Municípios +Inteligentes” […]

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está a desenvolver no âmbito da candidatura de financiamento do programa Compete 2020 um “estudo de boas práticas e condições de construção de plataforma de gestão de informação necessária à geração de inteligência na gestão do território nacional” que resulta no projeto “Municípios +Inteligentes”.

O projeto “Municípios +Inteligentes” é promovido pela ANMP com o suporte da EY na área de consultoria e tem como objetivo criar uma metodologia que permita o desenvolvimento de plataformas municipais de gestão de informação (PGI) com o intuito de aproximar os Municípios do conceito de cidades inteligentes e proporcionar um crescimento conjunto a partir da troca de informação entre Municípios, administração pública e entidades privadas.

A primeira fase do projeto resultou na análise do estado de arte da inteligência urbana dos municípios, tendo sido analisados os silos de informação respeitantes a diferentes áreas operacionais (infraestruturas, energia, água, telecomunicações, gestão de resíduos, transportes, entre outros) que poderão integrar dados na PGI e formar os pilares iniciais da mesma. Os resultados da análise do estado de arte foram divulgados em setembro e estão disponíveis online no portal da ANMP, verificando-se diversas limitações ao desenvolvimento de inteligência urbana nos Municípios, nomeadamente:

• A estratégia digital dos Municípios não prever a definição de expectativas do contributo da tecnologia para a sua realização
• Não identificação de indicadores que permitam medir e discutir o progresso da realização da estratégia digital do Município
• Existência de níveis de maturidade reduzidos relativamente à definição das responsabilidades na utilização das tecnologias da cidade e definição de padrões de interoperabilidade técnica e organizacional
• Não definição de processos de gestão e governo de dados e existência de um baixo nível de entendimento e perceção das possíveis ameaças cibernéticas e do seu impacto nas operações dos municípios

Quando questionados relativamente à forma de colmatar as limitações transversais identificadas, a resposta por parte dos Municípios foi unânime: melhorar serviços já existentes e introduzir novos serviços com o intuito de melhorar a qualidade de vida do cidadão.

Hoje em dia existe um elevado grau de entusiasmo com as respostas que podem ser dadas aos problemas dos Municípios através do manancial de dados disponíveis e da analítica que pode ser feita através da ciência de dados. No entanto, para que este aspeto se verifique, é necessário definir um Plano Diretor Digital que crie as bases necessárias para o desenvolvimento de inteligência urbana que permitirá integrar informação com o intuito de criar uma visão unificada do município, através da harmonização, coordenação, controlo, análise e visualização da informação.

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