Etherify: nasceu a primeira empresa portuguesa focada em criptomoeda e ‘blockchain’

Entre abril e junho, Fernando Moreira e Justin Wu, criaram o Etherify, a primeira empresa portuguesa focada em criptomoeda. A empresa e os fundadores são jovens, mas já têm um objetivo claro: “fornecer consultoria às empresas no processo de descoberta, inovação e desenvolvimento de produtos através do blockchain”.

Consideram que a bitcoin está desatualizada, mas que o dinheiro digital vai eventualmente revolucionar o sistema financeiro mundial: é assim a primeira empresa portuguesa focada em criptomoeda, a Etherify. Com menos de três meses de gestação e uma semana de vida, a Etherify presta serviços de consultoria e formação para ajudar empresas “a fazerem a travessia para esta nova realidade tecnológica”.

“O nível de conhecimento sobre ethereum e blockchain em Portugal ainda é bastante baixo”, explica co-fundador do projeto, Fernando Moreira, sobre os primeiros passos da empresa. “Mas, e se nós fossemos os primeiros? Com o ambiente altamente inovador e tecnológico que existe atualmente, Portugal pode muito bem ser um dos primeiros países a tirar partido do ethereum, ocupando a dianteira da inovação tecnológica”.

“Para que isso aconteça, é necessário promover informação e formação neste área, que possibilite, num passo seguinte, inovar e criar produtos em ethereum. É precisamente esse o objetivo do Etherify: fornecer consultoria às empresas no processo de descoberta, inovação e desenvolvimento de produtos através do blockchain“.

Moreira conheceu Justin Wu, um norte-americano a viver em Portugal e criador do primeiro Ethereum Meetup, e o tema da criptomoeda tornou-se recorrente entre os dois. “Nas primeiras vezes que falamos, as discussões andaram em volta de como o ethereum iria pôr em causa as entidades intermediárias e fazer com que os bancos e outras associações tivessem de se reinventar”, contam.

“A certa altura, o tema tornou-se tão frequente que percebemos que tínhamos em mãos uma oportunidade de negócio”. Entre abril e junho, criaram o Etherify e surgiu o primeiro projeto, no ramo imobiliário, mas o foco são empresas nas áreas tecnológicas, banca e telecomunicações.

“Acreditamos que as moedas digitais têm o mesmo potencial que a internet teve no início da era digital. Na altura, ainda ninguém sabia muito bem o que ia acontecer, mas todos sabíamos que aquilo era o futuro”, explica Fernando Moreira, acrescentando que espera que as moedas digitais vão revolucionar a interação. “A prova disso é a valorização que estas moedas tiveram só no último ano. Em simultâneo, é cada vez mais fácil para as pessoas investir em ethereum e bitcoin”.

Bitcoin, a calculadora de bolso

Apesar de falarem nas duas mais populares criptomoedas – a bitcoin é a mais antiga e a ethereum a que mais valorizou desde o início do ano – os co-fundadores da empresa Etherify já não pensam na primeira.

“Em termos de potencial, acreditamos que a ethereum reúne as melhores condições”, referem sobre o protocolo base em constante evolução, sobre o software developer friendly e potencial para desenvolver aplicações. A bitcoin? Essa é “como uma calculadora de bolso”, face ao smartphone que vêem na ethereum.

Além disso, recebeu o apoio de mais de 100 das empresas Fortune 500, incluindo o BBVA, o Santander, a Microsoft, a Deloitte, a Accenture, a Samsung, o CME Group, a Intel, o JP Morgan, a Thompson Reuters ou o Depository Trust and Clearing Corporation (DTCC) O apoio resultou na criação da Enterprise Ethereum Alliance, que trabalha para criar um enquadramento estandardizado e possibilitar o uso da criptomoeda em contexto empresarial.

Para já, não existe ainda regulamentação sobre as criptomoedas, uma das questões levantadas e apontadas como um dos riscos do mercado. No entanto, Moreira e Wu querem incentivar o diálogo entre as entidades reguladoras.

“Portugal beneficiaria de uma legislação reguladora do tipo “Sandbox”, semelhante à do Reino Unido, onde soluções Fintech (como blockchain e ethereum) são apoiadas, permitindo o exercício da atividade empresarial nesta área numa base legal. O objetivo é inovar tecnologicamente, descobrir novos nichos de mercado, e concomitantemente criar novos postos de trabalho”.

Ler mais
Recomendadas

Mestrados da Nova distinguidos pelo Wall Street Journal

Mestrados de finanças e de gestão da Nova SBE entre os melhores do mundo. A faculdade considera o resultado importante para impulsionar a marca no mercado norte-americano.

Central de energia da Mota-Engil no México recebeu primeira unidade de produção

A primeira fase deste projeto, com a entrada em produção prevista para junho de 2019, arranca com um investimento de 2.800 milhões de pesos (121 milhões de euros) para alcançar uma capacidade total de produção de 100 MW.

Tesla pondera comprar fábricas da General Motors

A confirmar-se, não seria a primeira vez que a Tesla compra fábricas à GM. A principal fábrica de produção da construtora automóvel de Elon Musk fica em Fremont, no estado da Califórnia, era da GM.
Comentários