EUA e Coreia do Sul querem tratar com urgência dossiê nuclear norte-coreano

O diálogo com Pyongyang sobre a desnuclearização da Coreia do Norte ficou suspenso desde a cimeira de Hanói em fevereiro de 2019, quando Washington se recusou a levantar sanções por considerar insuficiente a oferta de desarmamento do regime liderado por Kim Jong-un.

O ministros dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul e o secretário de Estado dos Estados Unidos concordaram hoje com a necessidade de tratarem com urgência a questão nuclear norte-coreana.

“Os dois governantes [Kang Kyung-wha e Antony Blinken] partilharam a opinião de que a questão nuclear norte-coreana é um assunto que também deve ser tratado com urgência sob a administração [de Joe] Biden, e concordaram em coordenar estreitamente para resolver o problema”, salientou-se num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

Ambos mantiveram uma conversa telefónica poucas horas depois de Blinken ter sido confirmado como novo secretário de Estado após votação no Senado norte-americano, onde disse que Washington irá “rever completamente a abordagem e políticas” relacionadas com Pyongyang para delinear uma nova estratégia, em coordenação com aliados como Seul.

O diálogo com Pyongyang sobre a desnuclearização da Coreia do Norte ficou suspenso desde a cimeira de Hanói em fevereiro de 2019, quando Washington se recusou a levantar sanções por considerar insuficiente a oferta de desarmamento do regime liderado por Kim Jong-un.

Hoje também, o Governo japonês informou que o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, e o novo secretário de Estado norte-americano comprometeram-se a reforçar a aliança de segurança dos dois países, também durante uma conversa telefónica.

Motegi e Antony Blinken abordaram a situação na Ásia Oriental relacionada com a China e a Coreia do Norte, que avaliaram como “cada vez mais grave”, e comprometeram-se a trabalhar mais estreitamente com a Coreia do Sul, a Austrália e a Índia, os principais aliados de Tóquio e Washington na região, segundo a mesma nota.

Os chefes da diplomacia dos dois países manifestaram vontade de “reforçar ainda mais” a aliança de segurança bilateral e a cooperação noutras áreas de interesse mútuo com a comunidade internacional, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês em comunicado.

Motegi e Blinken reafirmaram ainda o compromisso de ambos os países com um “Indo-Pacífico livre e aberto”, uma vez que é conhecida a estratégia do Japão para promover alianças na região para contrariar o poder militar e económico da China.

O secretário de Estado norte-americano também confirmou o apoio dos EUA à defesa da soberania japonesa sobre as ilhas Senkaku, disputadas pela China (onde são conhecidas como Diaoyu), ao abrigo do tratado de segurança bilateral.

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