A EURATEX e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) assinaram uma declaração conjunta que destaca a importância do Acordo União Europeia-Mercosul “para a competitividade das indústrias têxtil e de vestuário em ambos os lados do Atlântico”, refere o documento. Mário Jorge Machado, presidente da EURATEX, a federação têxtil europeia, e Ricardo Steinbruch, presidente da ABIT, consideram o acordo um sinal de multilateralismo, especialmente num cenário global cada vez mais conturbado.
Ao documento juntam-se também a FITA – Federación de Industrias Textiles Argentinas e a AICP – Asociación Industrial de Confeccionistas del Paraguay, que se disponibilizam a contribuir para a implementação do acordo e a desenvolver ações de projeção inter-regional e internacional.
O acordo afirma que as entidades envolvidas “continuam confiantes de que, apesar da sua submissão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a visão do papel estratégico do acordo para ambos os lados do Atlântico irá prevalecer”. Todos estão convencidos de que, “para a indústria têxtil, o acordo confirma o compromisso com a integração económica e com regras previsíveis, além de sinalizar o apoio ao multilateralismo num cenário global desafiante. A FITA, a ABIT e a EURATEX reafirmam o seu compromisso de contribuir ativamente para este processo de implementação do acordo, bem como de empreender outras ações de projeção inter-regional e internacional que consolidem ambos os blocos como atores relevantes na economia global”.
A indústria têxtil e do vestuário da União Europeia inclui cerca de 200 mil empresas e 1,2 milhões de trabalhadores, gerando um volume de negócios de quase 170 mil milhões de euros. Os países do Mercosul têm também uma indústria têxtil e de vestuário significativa. No Brasil, na Argentina e no Paraguai, conta com 30.050 empresas, 1,9 milhões de empregados e um volume de negócios de 45 mil milhões de dólares.
“O Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia oferece à indústria têxtil e do vestuário oportunidades relacionadas com o acesso ao mercado, a cooperação tecnológica, o investimento e o reforço das normas ambientais para os países de ambos os blocos económicos”.
Mário Jorge Machado foi durante vários anos presidente da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP) – onde foi recentemente substituído pelo empresário Ricardo Silva. Continua ligado à empresa Adalberto Textiles Solutions, que se tem destacado como uma das empresas do setor mais bem posicionadas em termos de inovação e de investigação de novos processos produtivos.
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