Europa em maré vermelha à cautela com reunião do BCE. PSI 20 acompanha tendência a meio da sesão

Entre as principais congéneres, observa-se o alemão DAX a cair mais de 0,60%, o britânico FTSE 100 a perder quase 0,50%, o francês CAC 40 a descer mais de 0,30% e o espanhol IBEX 35 a recuar quase 0,40%. O Euro Stoxx 50 negoceia a cair mais de 0,40%. 

A bolsa portuguesa prolonga as perdas desta quarta-feira, em linha com as principais congéneres europeias. O principal índice bolsista perdia 0,52%, para 5.397,55 pontos, a meio da sessão.

Entre as principais congéneres, observa-se o alemão DAX a cair mais de 0,60%, o britânico FTSE 100 a perder quase 0,50%, o francês CAC 40 a descer mais de 0,30% e o espanhol IBEX 35 a recuar quase 0,40%. O Euro Stoxx 50 negoceia a cair mais de 0,40%.

A pesar nas negociações estão as expectativas para a primeira reunião do Banco Central Europeu sobre política monetária, após a pausa de verão. Os investidores aguardam sinais sobre o futuro do Programa de Compras de Emergência Pandémica (PEPP), atualmente no valor de 1,85 biliões de euros (compras mensais de 80 mil milhões de euros), pelo que as palavras de Christine Lagarde vão ser escrutinadas com toda a atenção.

Os analistas esperam que Lagarde sinalize uma redução de estímulos, tendo em conta que a economia está a crescer a bom ritmo (2,2% no segundo trimestre) e a inflação atingiu um máximo de 10 anos (em redor de 3%). As estimativas apontam para um primeiro corte no quarto trimestre e o fim do programa apenas no final de 2022, com o comunicado do BCE a deixar de mencionar, desde já, a compra de um volume “significativamente elevado” de obrigações (a expressão foi introduzida na reunião de março), de acordo com uma nota da research unit da BA&N.

A negociação nas praças europeias é também marcada por análises do Goldman Sachs e do Morgan Stanley no outro lado do Atlântico. O Goldman Sachs reduziu a estimativa para o avanço da economia norte-americana, prevendo que o PIB dos EUA cresça 5,5% no quarto trimestre (6,5% antes) e 5,7% em 2021, devido à propagação da variante Delta do novo coronavírus naquele país. Já o Morgan Stanley cortou o rating das ações dos EUA, preferindo as ações europeias e do Japão, devido ao eminente corte no programa de compra de ativos por parte da Reserva Federal dos EUA, aos riscos políticos e às previsões para o crescimento económico.

Pesa também na negociação a economia japonesa, que cresceu acima do esperado, com o PIB a revelar uma expansão homóloga de 1,9%. Os analistas apontavam para um crescimento de 1,3%.

A bolsa portuguesa não passa incólume perante as expectativas entre as principais congéneres europeias, com os CTT (-2,22%) a liderarem as perdas, a meio da sessão. Seguia-se a NOS, que perde 1,69% para 3,482 euros, na sequência do Goldman Sachs ter cortado a recomendação para “neutral”.

A Galp Energia caía 0,71%, para 8,388 euros, apesar do anúncio da compra da Mobiletric que permitirá adicionar 280 pontos de carregamento elétrico à sua rede. A petrolífera nacional continua a contrariar a tendência do mercado da matéria-prima, quando o Brent sobe 1,24%, para 72,58 dólares, e o WTI ganha 1,51%, para 69,38 euros.

Os títulos do BCP (-0,45%) e da Jerónimo Martins (-0,66%) também pressionavam o PSI 20, a meio da sessão.

Fora do PSI 20, destaque para os títulos da Benfica SAD, que chegaram a disparar 15% (praticamente a cotar nos cinco euros), depois do anúncio de que o ex-presidente do clube e da SAD, Luís Filipe Vieira, tinha recebido uma proposta para alienar a participação minoritária de 3,28%, por 7,80 euros por ação. Note-se que a Benfica SAD divulga esta quarta-feira resultados financeiros.

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